Desemprego em abril tem a menor taxa desde 2012, aponta IBGE

IBGE estima população ocupada no período em 102,3 milhões de pessoas. (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

Desemprego cresce no trimestre encerrado em abril, com 6,3 milhões de pessoas buscando trabalho sem sucesso. Taxa de desocupação ficou em 5,8%, com 471 mil pessoas a mais do que o trimestre encerrado em janeiro

A taxa de desemprego no país ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),  nesta quinta-feira (28). Esse é o menor nível para um trimestre encerrado em abril de toda a série histórica da pesquisa PNAD, iniciada em 2012. Contudo, o resultado corresponde a um aumento de 0,4 ponto porcentual (p.p.) frente ao trimestre terminado em janeiro de 2026 (5,4%). Ante o trimestre de fevereiro a abril de 2025 (6,6%), a taxa retraiu 0,8 p.p.

Ao todo, foram 6,3 milhões de pessoas que buscaram trabalho sem sucesso no trimestre, alta de 8,0% ou 471 mil a mais em relação ao trimestre encerrado em janeiro. Porém, no confronto com igual trimestre do ano anterior (7,1 milhões), o indicador apresentou queda de 11,3% (menos 809 mil pessoas).

A coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, ressalta que “o aumento da desocupação nesse trimestre móvel decorre essencialmente de comportamento sazonal de algumas atividades, tais como comércio e serviços pessoais que, após aquecimento no final de 2025, não retém parcela de seus trabalhadores”.

A população ocupada foi estimada em 102,3 milhões de pessoas entre fevereiro e abril. Isso corresponde a um recuo de 0,3% em relação ao período entre novembro de 2025 e janeiro de 2026 (menos 338 mil pessoas ocupadas) e alta de 1,1% (1,07 milhão de pessoas a mais) em relação a 2025.

A taxa de informalidade recuou de 37,5% (ou 38,5 milhões de trabalhadores informais), no trimestre encerrado em janeiro, para de 37,2% (ou 38,1 milhões). No trimestre de fevereiro a abril de 2025, a taxa de informalidade era de 38%, representando 38,5 milhões de pessoas no trabalho precário, sem carteira e sem direitos trabalhistas ou trabalhando por conta própria.

No trimestre encerrado em abril, não houve crescimento em nenhum das ocupações por grupamentos de atividade, com destaque para as quedas para Outros serviços (-2,9%, ou menos 162 mil pessoas), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-1,1%, ou menos 219 mil pessoas) e Contrução (-1,3%, ou menos 93 mil pessoas).

Frente ao trimestre de fevereiro a abril de 2025, cinco grupamentos cresceram: Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (3,3%, ou mais 425 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4,2%, ou mais 766 mil pessoas). 

O grupamento Indústria (como um todo) registra uma redução de 2,3% ou  301 mil postos de trabalho a menos de um ano para o outro.

O IBGE também destaca que houve redução no grupamento de Serviços domésticos (4,7%, ou menos 268 mil pessoas) na mesma base.

Dos 102,3 milhões de pessoas ocupadas no país, 38,1 milhões estavam na informalidade (37,2% da população ocupada). Grande parte dessas pessoas se sustentam dos famigerados “bicos” – sejam eles tradicionais ou via aplicativos -, caracterizados por jornadas exaustivas e baixas remunerações.

Segundo o IBGE, ainda o rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.732) cresceu 5,3% na comparação anual. Já a massa de rendimento real habitual (R$ 377 bilhões) aumentou 6,5% (mais R$ 22,9 bilhões) na mesma base. O instituto de pesquisa considera que ambos indicadores apontaram estabilidade frente ao trimestre encerrado em janeiro deste ano.

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