China abre as portas para a carne brasileira de todo o território nacional

Ministro Mauro Vieira e o vice-presidente da China, Han Zheng. (Foto: Divulgação)

Governo da China reconhece Brasil livre de febre aftosa

O governo da República Popular da China anunciou na terça-feira (2) oficialmente o Brasil – o maior exportador de carne bovina e de frango do mundo – como país livre da febre aftosa sem vacinação. O anúncio ocorreu durante visita do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ao país. 

“O reconhecimento amplia oportunidades para as exportações de produtos bovinos e suínos oriundos do Brasil no mercado chinês, como miúdos e carne com osso. As exportações do agronegócio brasileiro com destino à China ultrapassaram US$ 50 bilhões em 2025”, diz a nota conjunta, assinada pelo Ministério das Relações Exteriores e o Ministerio da Agricultura e Pecuária.

A decisão ocorre após mais de 20 anos de negociações e representa um importante avanço para o fortalecimento das relações sanitárias e comerciais entre os dois países.

No ano passado, o Brasil destinou ‌mais da metade das exportações de carne bovina à ⁠China, maior importadora mundial de carne bovina.

A decisão ocorre um ano após a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhecer o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, consolidando décadas de trabalho dos serviços veterinários oficiais, dos produtores rurais e dos governos estaduais em prol do fortalecimento da sanidade animal.

Para o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, o reconhecimento reflete os resultados do diálogo técnico e institucional mantido entre os dois países.

“Hoje o dia começou com uma grande notícia. Logo no início da manhã”, disse de Paula. “O ministro Mauro Vieira confirmou que a China reconheceu oficialmente o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação”

“Esse foi um dos principais temas que levamos como prioridade durante nossa recente missão à China. Tivemos reuniões longas e produtivas com os ministros da Agricultura e do Comércio, e essa era uma das reivindicações mais importantes que apresentamos. Por isso, temos razões de sobra para celebrar esse resultado”, afirmou.

A cooperação entre Brasil e China ocorre no momento que o governo Donald Trump (EUA) impõe novo tarifaço nas relações comerciais e amistosas entre países, para tentar sair da crise que enfiou seu país.

Além das agressões contra o PIX do brasileiro, o Judiciário e interferência nas eleições em favor do seu pau-mandado Flávio Bolsonaro, Trump alega “concorrência desleal” da parte do Brasil na exportação da carne para a China e “trabalho forçado na pecuária”.

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