O banqueiro das fraudes, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, apresentou uma nova proposta de colaboração premiada, desta vez mais ampla e envolvendo a devolução de R$ 60 bilhões para o país.
Ele entregou o novo roteiro para uma delação premiada na segunda-feira (1), em uma reunião. Outra reunião estava marcada para quarta (3), mas ela não ocorreu porque os investigadores precisam de mais tempo para analisar o caso.
A PF já rejeitou uma delação de Vorcaro, apontando que ele não apresentou fatos novos para a investigação e tentava proteger aliados. A proposta anterior ainda visava a devolução de R$ 40 bilhões.
Não está claro se a proposta envolve ou não a relação que Daniel Vorcaro tem com o senador Flávio Bolsonaro, com quem negociou o envio de R$ 134 milhões para a produção do filme “Dark Horse”, uma propaganda fascista de Jair Bolsonaro. R$ 61 milhões foram liberados para o filme.
Segundo a apuração do jornal Correio Braziliense, Daniel Vorcaro cita nominalmente Flávio Bolsonaro nesta nova proposta.
A primeira proposta de depoimentos não mencionava sequer os pagamentos de uma “mesada” de até R$ 500 mil feitos ao senador bolsonarista Ciro Nogueira (PP-PI), que defendia os interesses do Master no Congresso.
Esse caso já foi descoberto pelos investigadores, inclusive com mensagens.
A investigação já revelou que Daniel Vorcaro alimentava uma parte de seu esquema de fraudes financeiras com dinheiro público, como o que conseguiu com o governo do Rio de Janeiro, por meio do Rioprevidência (R$ 3,7 bilhões), e com o governo do Distrito Federal, que entregou quase R$ 20 bilhões do Banco de Brasília (BRB).
Os casos envolvem diretamente o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o ex-governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), ambos aliados da família Bolsonaro.
Além disso, foram encontradas provas de que Vorcaro financiava um grupo miliciano que realizava ações de intimidação contra adversários do Banco Master. O banqueiro também mantinha um grupo para ataques virtuais.











