Apelido ganhou força após anúncio de tarifas dos Estados Unidos e críticas ao Pix; aliados de Lula associam medida à aproximação entre o senador e o presidente norte-americano
A expressão “Tariflávio” tomou conta das redes sociais nos últimos dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar novas tarifas contra produtos brasileiros e intensificar críticas ao Pix. O apelido, que mistura as palavras “tarifa” e “Flávio”, passou a ser utilizado por internautas, militantes e lideranças políticas para associar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à ofensiva econômica norte-americana contra o Brasil.
A viralização ocorreu logo após a divulgação de medidas comerciais dos Estados Unidos que incluem uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros e questionamentos ao sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central. O avanço das sanções coincidiu com a recente visita de Flávio Bolsonaro à Casa Branca, onde o senador se reuniu com Trump e integrantes do governo norte-americano.
Nas redes sociais, o termo passou a ser impulsionado por apoiadores do governo Lula e por usuários que enxergam uma relação entre a aproximação política de Flávio Bolsonaro com Trump e a adoção das medidas contra interesses brasileiros. Entre as publicações mais compartilhadas, o senador aparece associado ao tarifaço e às críticas feitas por Washington ao Pix, um dos instrumentos financeiros mais populares do país.
Segundo análise publicada pelo UOL, o nome de Flávio Bolsonaro apareceu em aproximadamente um terço das mensagens que discutiram o novo pacote tarifário norte-americano em grupos públicos de WhatsApp e Telegram. O monitoramento apontou que cerca de 75% das menções ao senador dentro desse debate tinham teor negativo, impulsionadas principalmente pela defesa do Pix e pela rejeição às medidas anunciadas pelos Estados Unidos.
O termo também se espalhou rapidamente em plataformas como X, Instagram, Facebook e TikTok. Levantamentos divulgados nas redes apontam ampla rejeição ao tarifaço e mostram que uma parcela significativa das publicações relaciona a iniciativa norte-americana à atuação política da família Bolsonaro.
Enquanto a hashtag ganhava força, lideranças petistas passaram a incorporá-la oficialmente ao discurso político. O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou nas redes que “esse novo ataque ao Pix e ao Brasil tem nome: Tarifaço, Flávio, Tariflávio”, reforçando a estratégia de vincular o senador à crise diplomática com os Estados Unidos.
A repercussão ocorre em um momento particularmente sensível para a pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. O Pix, alvo das críticas dos Estados Unidos, possui ampla aprovação popular e é frequentemente apontado como uma das inovações mais bem avaliadas pelos brasileiros. A tentativa de associar o senador a uma ofensiva contra o sistema de pagamentos transformou “Tariflávio” em um dos memes políticos de maior circulação da semana e adicionou um novo elemento à disputa eleitoral de 2026.
Além dos memes, apelidos derivados como “Tariflávio Bolsomaster” também passaram a circular amplamente em publicações e fóruns de discussão política, misturando as críticas ao tarifaço norte-americano com controvérsias recentes envolvendo o Banco Master.











