Marinha lança campanha em defesa da soberania nacional

"Amazônia Azul, orgulho nacional". (Foto: Reprodução video da Campanha: "Soberania começa no mar"/MB)

Em comemoração ao Dia da Marinha – 11 de junho – a Força afirma que o Brasil tem o direito de explorar suas riquezas de forma soberana

A Marinha do Brasil lançou no último final de semana a campanha “Soberania começa no mar”, em comemoração ao Dia da Marinha (11 de junho). Por meio deste slogan, a instituição reforça a importância de fortalecer, com mais recursos, a força armada que contribui para a proteção da Amazônia Azul, dos recursos estratégicos e de interesses nacionais, constantemente sob ameaças externas.

“Ao colocar a soberania no centro, queremos que a sociedade compreenda que a autonomia do Brasil e a proteção de nossas riquezas dependem, necessariamente, de um mar seguro e sob controle”, destacou o diretor do Centro de Comunicação Estratégica da Marinha (CCEM), o vice-Almirante Vagner Belarmino de Oliveira. “Ao mostrarmos o que fazemos na Amazônia Azul, transformamos o ‘desconhecido’ em orgulho nacional e consciência marítima. O intuito é fortalecer o laço de pertencimento, mostrando que a Marinha não é apenas uma instituição de defesa, mas uma garantia de que o Brasil pode exercer seus direitos e explorar suas riquezas de forma soberana”, completou.

“A mensagem central é a ênfase do nosso papel constitucional precípuo: a Defesa da Pátria. Em um contexto geopolítico mundial cada vez mais instável, o mar reafirma-se como protagonista entre os teatros de operações militares e a artéria vital para a manutenção das linhas de comunicação marítimas de qualquer nação”, disse.

Reprodução/Marinha do Brasil

A campanha da Marinha alerta para um cenário internacional cada vez mais complexo, que vem sendo tensionado por agressões militares dos Estados Unidos contra a Venezuela e o Irã, além das sanções comerciais e imposições de tarifas – injustificadas – pelo governo de Donald Trump aos países parceiros comerciais, caso do Brasil, com o fim de submetê-los aos interesses estadunidenses.  

Através de um vídeo, a Marinha busca ilustrar da ave fragata a vigilância constante sobre o vasto território marítimo brasileiro, chamado Amazônia Azul, destacando as riquezas do país, como o petróleo brasileiro. Assim como o potencial da Força humano e logístico da Força.

“A fragata acompanha uma linha do tempo das entregas e capacidades desenvolvidas recentemente pela Força, reforçando a mensagem de que a soberania não se improvisa, mas é construída continuamente por meio de investimentos, preparo e presença permanente no mar”, segundo a Agência Marinha de Notícias.

“A mensagem final é de confiança e dissuasão em um futuro incerto, estaremos prontos para nos opor, no mar, a qualquer presença que ponha em risco nossa soberania”,ressaltou o diretor do CCEM.

Fragata no vídeo da Campanha “Soberania começa no Mar”/Reprodução

A  Marinha busca manter os programas de ampliação e modernização da frota naval reforçados no terceiro mandato do presidente Lula. Em abril deste ano, a Armada incorporou à sua esquadra a Fragata Tamandaré (F200), a primeira de um lote de quatro navios do Programa Fragatas Classe “Tamandaré” (PFCT). Resultado da parceria entre a Marinha do Brasil e a Sociedade de Propósito Específico Águas Azuis, formada pela TKMS, Embraer Defesa e Segurança e Atech, sob gestão da Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON).

Por outro lado, as Forças Armadas se queixam do recente bloqueio adicional de despesas discricionárias de R$ 22,1 bilhões no Orçamento de 2026, determinado pela equipe econômica do governo, com o fim de cumprir as metas fiscais. Essa medida restringe os gastos com as chamadas despesas discricionárias (não obrigatórias) e obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O Ministério da Defesa foi a pasta que mais teve recursos retidos, R$ 4,4 bilhões, impactando diretamente os custeios da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

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