O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, destacou a importância da Embraer para o país e disse que o governo federal tem tomado medidas para impedir que a crise internacional do preço dos combustíveis afete o mercado nacional de aviação.
Alckmin disse, na 82ª Assembleia Geral Anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), realizada no Rio de Janeiro, no domingo (7), que o governo Lula quer impor uma política de estado para o setor para aproveitar ao máximo nossas capacidades na área de transição energética e produção de biocombustíveis.
O vice-presidente disse que a aviação regional é vista como um instrumento de integração nacional. Como exemplo, ele citou o programa Ampliar, que busca integrar até 102 aeroportos regionais aos contratos de concessão existentes, com potencial de mais de R$ 3,4 bilhões em novos investimentos.
Ele destacou a força da Embraer e a elogiou como “um dos três únicos fabricantes do mundo capazes de projetar, certificar e entregar aeronaves comerciais completas, ao lado da Boeing e da Airbus”, assinalou. A empresa brasileira teve um crescimento de 18% na entrega de aeronaves em 2025 em relação ao ano anterior. “Incluímos o setor aeronáutico como um dos setores estratégicos”, afirmou.
Para Alckmin, o setor de aviação vive um momento crítico. “O custo do combustível permanece elevado e volátil. As cadeias de suprimento ainda carregam as cicatrizes da pandemia. A pressão por descarbonização é crescente, legítima e urgente. E a escassez de mão de obra qualificada ameaça a capacidade operacional em vários mercados. O tema merece atenção especial”, disse.
Nesse cenário de incertezas e dificuldades, o governo federal zerou a alíquota de PIS/Cofins sobre o transporte aéreo regular de passageiros e reduziu o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre as operações de leasing de aeronaves.
Além disso, o governo Lula incluiu a aviação como área estratégica na Nova Indústria Brasil e aderiu ao acordo da Organização Mundial de Comércio (OMC) sobre comércio de aeronaves civis, o que “nos coloca ao lado dos grandes produtores na governança do mercado aeronáutico global”.
O transporte de 130 milhões de passageiros em 2025 representa um crescimento de 9,4% em relação a 2024. “Temos uma classe média vigorosa e uma geografia que torna o avião não um luxo, mas sim uma necessidade. A aviação regional é, para nós, um instrumento de integração”, acrescentou.
Geraldo Alckmin ainda destacou que “o Brasil tem vantagem comparativa única na ‘descarbonização da aviação’: somos os maiores produtores de biocombustíveis do mundo”.
“Nossa agroindústria, nossa biodiversidade e nossa capacidade de pesquisa colocam o Brasil em posição privilegiada para liderar o desenvolvimento e a produção de combustíveis sustentáveis de aviação”, disse.
Segundo ele, “o Brasil pode ser para a descarbonização da aviação o que nenhum outro país do mundo pode ser: uma potência verde com capacidade industrial para transformar recurso natural em solução global”.











