O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, propôs nesta terça-feira (9), durante uma reunião do ‘gabinete de segurança’, que as forças de ocupação de Israel no sul do Líbano sequestrem “mulheres e jovens” libaneses como forma de fazer pressão e tentar submeter o partido de resistência Hezbollah.
“Vamos começar a pensar fora da caixa sobre o Hezbollah”, disse Gvir. “Conquistando territórios e matando muitos terroristas, mas também detendo suas mulheres e jovens e levando-os para prisões de terroristas”, disse.
“É isso que machuca mais eles”, acrescentou.
Israel, desde 1º de outubro 2024, quando as forças israelenses invadiram o sul do Líbano, vem sequestrando um número desconhecido de civis libaneses, sob a lei do apartheid israelense de “combatentes ilegais”, que permite a Israel manter preso por um tempo indefinido e sem acusações formais qualquer cidadão palestino ou libanês fora da jurisdição de Israel.
Esses civis libaneses, somados com civis sírios e palestinos de Gaza, são 1316 pessoas, mantidas em cárcere sem acusação sob essa iníqua lei israelense. Legislação que grupos de direitos humanos denunciam como violação flagrante do direito internacional, ao oficializar que autoridades de Israel prendam pessoas não israelenses sem ordem judicial e sem direito a proteção legal. No total, os presos políticos nas masmorras de Israel chegam a 10.000.











