No Rio de Janeiro, o presidente ainda assinou com o governador em exercício, Ricardo Couto, acordo para redução da dívida do estado e anunciou R$ 702,9 milhões do governo federal para a urbanização de favelas
O presidente Lula anunciou, nesta segunda-feira (22), um aporte de R$ 140 bilhões do BNDES e da Finep para a Nova Indústria Brasil (NIB), política do governo federal de incentivo à indústria nacional. Com o aporte, o programa de apoio à industrialização chegará a R$ 750 bilhões de investimentos desde 2023.
Também no Rio, o presidente anunciou investimento de R$ 702,9 milhões do governo federal para a urbanização de favelas no Rio de Janeiro
Lula defendeu, na cerimônia de 74 anos do BNDES, que “o Brasil não pode comportar mais aquele discurso atrasado entre a competência privada e pública. O que é público e que funciona tem que continuar público e funcionando, o que é privado e funciona tem que continuar sendo privado e funcionando. O que importa é que os dois produzam”.
O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai investir mais R$ 102 bilhões na Nova Indústria Brasil (NIB), enquanto a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) vai aportar R$ 37,5 milhões.
Entre as áreas consideradas estratégicas pelo governo federal que serão beneficiadas estão fertilizantes, máquinas agrícolas, insumos farmacêuticos ativos, inteligência artificial e minerais críticos, entre outras.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou em seu discurso a desindustrialização pela qual o Brasil tem passado desde a década de 1980.
Na avaliação dele, o Brasil perdeu a “relação criativa entre estado e economia, da indução ao crescimento, de subsídios em áreas estratégicas, de fomento à inovação. O ocidente não se deu conta do tempo que perdeu nesses 40 anos de ortodoxia neoliberal que só tem levado ao declínio econômico”.
Na cerimônia, o BNDES e a Petrobrás assinaram um protocolo de intenções para pesquisa e desenvolvimento na área de minerais críticos e estratégicos.
A ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos (PCdoB), destacou que “foi muito importante a decisão política de recuperar o BNDES, que estava sendo encolhido”.
“Esse resgate [do BNDES] está no centro da estratégia do presidente Lula de fortalecer o estado como planejador e impulsionador do desenvolvimento”, continuou Luciana, dizendo que o Ministério da Ciência e outros órgãos também fazem parte deste programa.
INVESTIMENTOS NO RIO DE JANEIRO
Também na segunda-feira, Lula esteve com autoridades do Rio de Janeiro em um evento para o anúncio de R$ 702,9 milhões para a urbanização de favelas na cidade e para o início das obras do PAC Jardim Maravilha.
O PAC Jardim Maravilha inclui a construção de diques, reservatórios para retenção de águas de chuva, obras de drenagem, urbanização e construção de passeios que beneficiarão mais de 30 mil moradores da região com mais proteção contra enchentes.

O presidente Lula assinou com o governador em exercício do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto, a adesão do Estado ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) para redução da dívida de mais de R$ 210 bilhões que o Rio tem com a União. O Propag reduz os juros que incidem sobre a dívida.
A adesão representa redução de R$ 40 bilhões na dívida do estado, passando de R$ 210,6 bilhões para R$ 168,5 bilhões. De acordo com o governo fluminense, a partir de julho, a parcela mensal passará de R$ 436 milhões para R$ 119 milhões.
Lula comentou que com essa decisão “vai sobrar mais dinheiro para administrar o Rio de Janeiro. E uma parte tem que ser alocada em políticas sociais, de preferência em 2 áreas que são cruciais: saúde e educação”.
O governador Ricardo Couto explicou que “estamos saindo de um débito de mais de R$ 200 bilhões e entrando para um débito de R$ 160 bilhões alongados. Isso representa uma economia a longo prazo de mais de R$ 40 bilhões”.











