Ramiro Valdés, herói cubano que participou ao lado de Fidel do assalto ao Moncada e da guerrilha que afastou o tirano Fulgëncio Batista, faleceu no domingo em Havana
Um dos dirigentes do Partido Comunista de Cuba, um dos últimos da geração que tomou parte, aos 21 anos, no assalto ao Quartel de Moncada em 26 de julho de 1953, liderado por Fidel Castro, que marcou o início da Revolução Cubana para derrubar o ditador Fulgencio Batista, lutou ao lado de Che Guevara na guerrlha que partiu de Sierra Maestra para libertar Cuba, dedicou sua vida para a Revolução e a construção do socialismo. Em 1961, Valdés, assumiu a função de Ministro do Interior de Cuba e chamado de volta em 1979.
Ramiro foi homenageado pela site oficial do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, Granma, onde foi postado o obituário com sua história.
Segue a íntegra da publicação no Granma:
Faleceu o histórico Comandante da Revolução, Ramiro Valdés Menéndez
“Com profundo pesar, a liderança do Partido, do Estado e do Governo informa ao nosso povo que na manhã deste domingo, 21 de junho, faleceu o histórico Comandante da Revolução Cubana, Ramiro Valdés Menéndez, Herói da República de Cuba e do Trabalho, que deixou uma trajetória brilhante e extraordinária de serviços prestados à Pátria.”
“O camarada Ramiro nasceu em Artemisa, em 28 de abril de 1932. De origem muito humilde, com a orientação de sua mãe, seguidora de Carlos Manuel de Céspedes e de José Martí, soube enfrentar as dificuldades do sistema capitalista e desenvolver os mais elevados valores patrióticos.”
“Quando jovem, trabalhou como aprendiz de eletricista e lutou contra as injustiças sofridas pelos trabalhadores da área elétrica. O golpe de Estado de 1952 o pegou de surpresa nos campos de uma usina de açúcar, onde trabalhava carregando cana-de-açúcar. Rapidamente se juntou à luta contra a ditadura de Fulgencio Batista, sob a liderança de Fidel Castro, e ao lado de outros jovens de Artemisa que, como ele, participaram dos ataques aos quartéis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes, em 26 de julho de 1953.”
“A partir de então, Ramiro esteve na linha de frente do combate ao lado do Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz e do general-de-exército Raúl Castro Ruz, por quem expressou infinita admiração, lealdade e fidelidade inabalável nas lutas por uma Cuba melhor.”
“Essa sempre foi a postura inabalável de Ramiro, atacante do quartel Moncada, do prisioneiro político na Ilha de Pinos, do revolucionário exilado no México, do expedicionário do iate Granma e do segundo em comando da Coluna nº 8 sob a direção de Ernesto Che Guevara”.
“Após 1º de janeiro de 1959, quando chegou com a patente de Comandante, obtida desde os primeiros momentos da luta na serra Maestra, Ramiro Valdés destacou-se por suas qualidades como chefe militar e líder revolucionário, tendo desempenhado inúmeras e elevadas responsabilidades, entre as quais se destacam as de segundo chefe da fortaleza La Cabaña, chefe militar da região central e chefe dos órgãos de Segurança do Estado em momentos tão decisivos quanto os da debelação da invasão mercenária por Playa Girón.”
“Atuou como ministro do Interior, Primeiro vice-ministro das Forças Armadas Revolucionárias (FARs), ajudante do Comandante-em-chefe, presidente do Grupo Industrial de Eletrônica SIME, ministro da Tecnologia da Informação e Comunicações, vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros e vice-primeiro-ministro, cargo que ocupava até sua morte. Foi membro fundador do Comitê Central do Partido Comunista e de seu Bureau Político, além de deputado da Assembleia Nacional do Poder Popular.”
“Desempenhou importantes missões oficiais, políticas e econômicas, como a busca, localização, exumação e transferência para Cuba dos restos mortais de Che Guevara na Bolívia.”

“Por seus méritos excepcionais, recebeu diversas ordens e condecorações.”
“O exemplo do Comandante da Revolução Ramiro Valdés Menéndez inspirará o caminho das novas gerações, que o verão para sempre como um paradigma de revolucionário, lutador e patriota, um cubano digno, de convicções sólidas e dedicação ilimitada ao seu povo”.
A agëncia de notícias Prensa Latina informa que o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, decretou hoje “luto oficial em todo o país pelo falecimento do Comandante da Revolução Ramiro Valdés Menéndez”.
O decreto presidencial determina que a medida estará vigente das 06:00, hora de Havana, do dia 23 até as 24:00 do mesmo dia. “Durante esse período, a bandeira nacional será içada a meio pau nos edifícios públicos e nas instituições militares, em homenagem à memória do histórico dirigente revolucionário'”.
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