Brasil gera 73 mil empregos em maio e Marinho diz que podia ser melhor não fossem os juros altos

Ministro Luiz Marinho. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

No mês, todos os setores tiveram resultados positivos, com destaque para Serviços, com a criação de 45.655 postos de trabalho

A economia brasileira gerou 72.960 novos postos de trabalho em maio, resultado de 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos no mês. No acumulado do ano foram criados 767.326 novos postos de trabalho celetistas. Considerando os últimos 12 meses, o saldo de novos empregos chegou a 973.285 vagas.

Apesar dos números positivos o resultado de maio representa recuo de 52,3% em relação a maio de 2025, quando foram criados 153.108 novos empregos com carteira assinada. Na comparação interanual, de janeiro a maio, em 2025 foram criados 1.051.244, o que faz o número acumulado de 2026, menor em 28% nessa comparação.

Ainda assim, o estoque total de empregados com carteira assinada em maio é o melhor com 47.877.989. O resultado representa aumento na comparação com abril deste ano com 47.810.425 e com relação a maio de 2025 com 48.251.304.

Os dados foram apresentados nesta terça-feira (30) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, com base nas pesquisas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). O ministro mais uma vez assinalou a repercussão negativa das taxas de juros exorbitantes sobre a criação de empregos, influenciando a redução no número de vagas.

“As altas taxas de juros afetam o emprego. Fora isso, temos as tarifas dos Estados Unidos e, ainda, as guerras, mas, mesmo assim, estamos mantendo os números do emprego positivos. O Brasil tem sido proativo e continua gerando empregos. Chegamos ao menor índice de desemprego da história”, ressaltou Marinho.

O Caged de maio mostra que foram criados empregos formais nos cinco setores da economia: serviço, comércio, indústria, construção e agropecuária. Com serviços respondendo por 46.665 ou 64% dos postos de trabalho criados.

Regionalmente os dados mostram que foram abertas vagas em quatro das cinco regiões do país no mês passado: Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste e Norte, com o Sul negativo. São Paulo contribuiu com 18.224 postos de trabalho do total.

O salário médio real de admissão em maio chegou a R$ 2.384,10, uma redução em relação a abril (R$ 2.402,07), com variação negativa de R$ 17,97 (-0,75%). Na comparação com o mesmo mês de 2025, houve aumento de R$ 35,98 (+1,5%).

Dos postos de trabalho gerados, 54,1% podem ser considerados típicos e 45,9% não típicos, totalizando 33.478 vínculos, com predominância dos contratos de 30 horas ou menos (+13.046).

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