Teve início o exercício naval conjunto russo-chinês “Mar Conjunto-2026” em águas e espaço aéreo próximos à cidade portuária de Qingdao, na província de Shandong, leste chinês. As manobras, que incluem operações antissubmarino, defesa aérea e patrulhas conjuntas no Oceano Pacífico, irão até o dia 13.
O exercício que começou na segunda (dia 6) integra o plano anual de cooperação tendo como objetivo salvaguardar a paz e a estabilidade regional e responder a desafios de segurança, aprofundando a parceria estratégica abrangente de coordenação China-Rússia para uma nova era, segundo porta-voz chinês.
Capitaneada pelo cruzador de mísseis guiados Varyag, a força-tarefa russa chegou no domingo a Qingdao e recebeu as boas-vindas. A delegação russa inclui ainda a fragata ‘Rezkiy’, o submarino ‘Ufa’ e o navio de resgate ‘Igor Belousov’.
Pelo lado chinês, foram destacados os destróieres de mísseis guiados ‘Kaifeng’ e ‘Anshan’, a fragata de mísseis guiados ‘Wuhu’, o navio de suprimento abrangente ‘Kekexilihu’, o navio de resgate submarino ‘Yangchenghu’ e um submarino.
Os dois países também mobilizaram helicópteros embarcados e fuzileiros navais para participar das atividades. O exercício será realizado em três fases: concentração das forças, planejamento e coordenação no porto, e operações no mar.
Durante a fase portuária, os dois lados realizarão encontros de cortesia, planejamento operacional conjunto, seminários profissionais e intercâmbios. Oficiais e marinheiros também visitarão embarcações uns dos outros e participarão de atividades como uma partida amistosa de basquete e uma recepção.
Já no mar, as manobras incluirão diferentes cenários de treinamento, como reconhecimento conjunto, defesa aérea e antimísseis, além de operações de ataque marítimo.
Posteriormente às manobras no Mar Amarelo, forças de ambas as nações empreenderão patrulhas marítimas coordenadas em áreas estratégicas do Oceano Pacífico, demonstrando determinação em enfrentar coletivamente desafios de segurança.
A parceria naval sino-russa remonta a agosto de 2005, quando ocorreram os primeiros exercícios no Mar Amarelo como componente da operação Missão de Paz 2005, sob égide da Organização de Cooperação de Xangai (OCX).
No dia 27 de junho, as forças aéreas da Rússia e da China realizaram uma patrulha conjunta sobre os mares do Japão (mar do Leste), da China Oriental e o oceano Pacífico. Na 11ª patrulha aérea estratégica conjunta dos dois países, a China implantou caças J-10S e J-16, bombardeiros H-6K e outras aeronaves de apoio, enquanto a Rússia enviou bombardeiros estratégicos Tu-95MS, a espinha dorsal da aviação de longo alcance do país e capaz de transportar mísseis nucleares. Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, a ação demonstra a determinação e a capacidade de ambas as nações para manter a paz e a estabilidade regionais.










