O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) divulgou nesta quarta-feira (8) uma nota em que celebra a aprovação, pela Assembleia Geral da ONU, da realização do debate sobre o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA a Cuba. No documento, a legenda manifesta solidariedade ao povo cubano, defende o fim das sanções e afirma que a soberania de Cuba representa uma causa de toda a América Latina.
Na terça-feira (7), os EUA fracassaram na tentativa de impedir que a Assembleia Geral da ONU debatesse a escalada das agressões que Trump vem promovendo contra a ilha. O debate foi solicitado por Havana, com o objetivo de denunciar a política de bloqueio imposta pela Casa Branca.
O representante estadunidense, Jeff Bartos, pediu expressamente que a inclusão do debate na pauta fosse rejeitada. A posição dos EUA foi derrotada por ampla maioria. A iniciativa apresentada por Cuba para incluir o debate sobre o bloqueio recebeu o apoio de 136 países, enquanto nove votaram contra, dentre eles satélites como Israel, Argentina e Paraguai. Trinta países se abstiveram.
Confira a íntegra da nota:
Vitória Histórica de Cuba na ONU: O Fim do Bloqueio Genocida é Urgente!
O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) saúda a vitória de Cuba na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), ocorrida nesta terça-feira (7). Mais uma vez, o mundo demonstrou seu apoio ao povo cubano ao aprovar, por esmagadora maioria de 136 votos a favor, a realização do debate sobre a necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos. Essa expressiva votação, que derrotou as manobras e pressões imperialistas estadunidenses para silenciar a discussão, reafirma que a Ilha rebelde não está sozinha em sua justa luta por soberania e dignidade.
A resistência heroica do povo cubano ecoou de forma magnífica no discurso do Ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez. Com firmeza e contundência, o chanceler denunciou a guerra multidimensional e não convencional promovida pelos EUA, que há quase sete décadas tenta asfixiar a Revolução Cubana. Rodríguez expôs com clareza o agravamento brutal dessa política criminosa nos últimos meses, caracterizada por um cerco energético que se assemelha a um verdadeiro bloqueio naval. As ações coercitivas e extraterritoriais, que buscam provocar uma crise humanitária para justificar uma intervenção militar, revelam a face mais cruel do imperialismo, que não hesita em utilizar o sofrimento de um povo inteiro como arma de punição coletiva.
Os impactos desse bloqueio genocida são devastadores e inaceitáveis. Como bem alertou o ministro cubano, a asfixia econômica traduz-se em apagões insuportáveis, escassez de água potável, falta de medicamentos essenciais e alimentos, afetando duramente as famílias cubanas, em especial as crianças e os idosos.
O aumento alarmante da mortalidade infantil e a redução drástica da sobrevida de crianças com câncer são consequências diretas dessa política assassina. Trata-se de um crime contra a humanidade que “sufoca e mata silenciosamente”, violando de forma flagrante e sistemática os direitos humanos de toda a população da ilha.
O cinismo do governo estadunidense, que tenta justificar o injustificável enquanto promove guerras, apoia genocídios pelo mundo e reprime sua própria população, foi desmascarado na tribuna da ONU. A solidariedade internacional, expressa na votação e nos discursos de repúdio ao bloqueio, é a prova de que a política agressiva e revanchista de Washington está isolada e fadada ao fracasso.
Citamos o fim da brilhante exposição de Bruno Rodríguez:
“Cuba não é uma ameaça. O bloqueio, sim. A nação ameaçada é Cuba.
Mas somos uma nação comprometida e defensora da paz, do direito internacional, do multilateralismo, da verdade e da justiça.
Um povo que há mais de 150 anos luta por sua liberdade e independência e que escreveu páginas de glória resistindo de pé a todos os ataques, defenderá a todo custo sua independência e soberania.
No ano do centenário do líder histórico da Revolução Cubana, o Comandante-Chefe Fidel Castro Ruz, fiéis ao seu legado, a decisão dos cubanos será sempre:
Pátria ou Morte. Venceremos”.
O PCdoB considera que a defesa de Cuba é a defesa da soberania da América Latina.
Exigimos o fim imediato e incondicional de todas as medidas coercitivas.
Reafirmamos nossa irrestrita solidariedade à Revolução Cubana, ao Partido Comunista de Cuba e ao seu valente povo, que, mesmo sob as mais duras adversidades, mantém-se firme na construção do socialismo e na defesa de sua pátria.
Comissão Executiva do Comitê Central
Brasília, 08 de julho de 2026











