Empresários disseram que foi um “tiro no pé”. “Inócua e decepcionante” além de “impatriota e entreguista” foram algumas das avaliações do trabalho de sapa do candidato fascista na audiência nos EUA
O governo brasileiro enfrenta com firmeza a arrogância e o desrespeito de Donld Trump ao Brasil. Enquanto isso, a família Bolsonaro se vende de forma vergonhosa e ajuda o agressor a prejudicar as empresas brasileiras.
Além dos empresários do setor produtivo, agora é a vez do setor financeiro criticar a sabotagem de Flávio Bolsonaro ao país durante a audiência pública em Washington para discutir a imposição unilateral de tarifas contra o Brasil.
Os representantes da Faria Lima viram a atuação de Flávio Bolsonaro na discussão do novo tarifaço dos EUA como “inócua” e “decepcionante”.
Empresários e gestores avaliaram que a presença de um senador brasileiro poderia ajudar se ele tivesse levado argumentos econômicos que contrapusessem o tarifaço. Mas isso não foi o que aconteceu: Flávio deslizou para um tom mais político, o que causou desapontamento entre empresas e associações que representam setores afetados. As informações são do jornal O Globo.
Flávio voltou a admitir as tarifas, desde que não sejam antes das eleições porque,, segundo ele, isso ajudaria o presidente Lula. “Impor agora uma tarifa que seria difícil de reverter — premiando aqueles que são responsáveis pelas ações em questão e punindo aqueles que suportaram suas consequências — seria o pior momento possível para agir”, disse.
O traidor também voltou a sinalizar com negociações em torno do PIX. “Não imponham as tarifas ao Brasil, preservem o sucesso do PIX e cancelem esta medida para que possamos negociar”, divulgou a assessoria de Flávio.
Paulo Bittencourt, estrategista-chefe da MZM Wealth, também considerou que o impacto da presença do senador nos EUA é péssimo para ele. “Surte mais efeito a pressão que as empresas americanas estão fazendo para não taxar o país. Mas o impacto para a candidatura de Flávio é péssimo”, avalia o analista. “Deu margem para a coleta de material que será usado contra ele na campanha presidencial, acrescenta o analista.
“Se não havia certeza que um ato dele poderia se converter num benefício político para a campanha, então que não fizesse. Isso vai acabar sendo usado contra. Tenho ouvido na Faria Lima avaliações, diante disso, que a candidatura de Flávio pode não crescer entre novos eleitores”, afirmou.
O economista e ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, avalia que o USTR não vai tomar uma decisão técnica apenas com o argumento de que haverá uma eleição presidencial no Brasil e este não é o melhor momento para impor tarifas, segundo disse Flávio Bolsonaro em sua participação, afirmando que o cenário político deve mudar em 90 dias.
“Não tem impacto a participação dele. A proposta do Flávio, que é o adiamento das tarifas, não deve ser acolhida pelo USTR, que é um órgão técnico, que se baseou num estudo, ainda que com erros, para impor essas tarifas ao Brasil”, destacou. Ele avalia que a participação de Flávio pode ser, inclusive, um tiro no pé para sua campanha, já que o tarifaço — se for implementado — dá argumentos para o governo Lula taxar o senador como “impatriota” e “entreguista”.










