“TariFlávio taxou os brasileiros; ele nunca pediu para Trump retirar tarifas”, denuncia Jandira

Deputada defende que governo tome medidas contra tarifaço dos EUA (Foto: Vinicius Loures - Câmara dos Deputados)

“Ações serão tomadas [pelo governo] para impedir que o Brasil seja penalizado por interesses daqueles que, por poder, atuam contra os brasileiros e brasileiras. O PIX é nosso!”, comentou a parlamentar

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) responsabilizou Flávio Bolsonaro por incitar o governo de Trump a tarifar o Brasil em 25% nos produtos exportados para lá.

“A maioria [dos brasileiros] concorda que TariFlávio taxou você! Os 30% que ainda acreditam na versão de Flávio Bolsonaro não devem saber que ele queria que Trump adiasse a decisão sobre o tarifaço para depois das eleições por medo de cair ainda mais nas pesquisas. Ele nunca pediu para que as super taxas fossem retiradas!”, escreveu a parlamentar em suas redes sociais.

A deputada comentou a pesquisa Quaest que demonstra que 51% dos brasileiros concordam com o presidente Lula que foi Flávio Bolsonaro quem pediu aos EUA que impusessem o tarifaço contra o Brasil.

Somente 30% da população aderiu à narrativa de Flávio de que ele não pediu as sanções.

Em junho, 47% concordavam com Lula e 35% com Flávio. O cenário, portanto, ficou ainda mais desfavorável para o senador filho de Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro seguiu as palavras de Marco Rubio, secretário de estado norte-americano, contra o Brasil. Ele também culpou Lula pela sanção norte-americana, assinando embaixo as medidas truculentas do governo dos EUA contra nosso país.

A parlamentar se referiu ao discurso de Flávio Bolsonaro em uma audiência pública organizada pelo governo dos EUA no qual o senador disse que o momento para o tarifaço era “o pior possível”. Ele disse que as taxas poderiam voltar em novembro, depois das eleições presidenciais.

O apoio da família Bolsonaro às sanções dos EUA contra o Brasil vem desde o começo de 2025, quando Eduardo abandonou sua cadeira na Câmara dos Deputados para pleitear, junto ao governo Trump, pelas medidas que visavam impedir a condenação de Jair.

Já em 2026, Flávio Bolsonaro foi para os Estados Unidos logo depois de ter sua negociação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, vazada, o que afundou sua pré-campanha em crise. Para tirar o foco, ele foi para os EUA fingir que estava preocupado com as tarifas.   

Em seguida, Trump voltou com as tarifas de 25% sobre os produtos brasileiros.

Instigado pela família Bolsonaro, o ditador norte-americano Donald Trump anunciou tarifas de 25% sobre os produtos brasileiros. Conforme respondeu o governo do Brasil, “não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país”.

“O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC [Organização Mundial do Comércio]”, completou a nota do governo Lula, à qual Jandira expressou apoio em suas redes sociais.

“A nota oficial do governo diz o que precisa ser dito. Ações serão tomadas para impedir que o Brasil seja penalizado por interesses daqueles que, por poder, atuam contra os brasileiros e brasileiras. O PIX é nosso!”, comentou Jandira.

A deputada Jandira Feghali ainda apontou que Flávio Bolsonaro tem desculpas “cada vez mais esfarrapadas” para as crises que abalam sua candidatura à Presidência.

Na quarta-feira (15), o ICL Notícias divulgou uma foto do senador ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, que era o jagunço de Daniel Vorcaro encarregado de ameaças e ataques violentos contra desafetos.

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