Todos os tipos de consumo cresceram, com destaque para o consumo de serviços e de duráveis, que mantiveram sua trajetória de alta, contribuindo com mais de 60% para o resultado geral, aponta Monitor do PIB-FGV
A atividade econômica no país cresceu 0,7% em maio na comparação com abril, segundo o Monitor do PIB-FGV na série com ajuste sazonal. Na comparação interanual, a economia cresceu 1,2% em maio e 1,9% no trimestre móvel encerrado em maio. Em doze meses, a taxa acumulada até maio foi de 1,7%.
De acordo com Juliana Trace, coordenadora da pesquisa, o consumo das famílias foi o grande responsável pelo bom desempenho do mês.
“As taxas de variação positivas na agropecuária e no setor de serviços em conjunto com a estabilidade da indústria ajudam a explicar o crescimento estimado de 0,7% do PIB em maio, na comparação com abril. Pela ótica da demanda, o consumo das famílias foi o grande responsável pelo desempenho positivo da economia”, afirmou Trace.
No trimestre encerrado em maio, o consumo das famílias cresceu 3,3%, atingindo o maior patamar desde o quarto trimestre de 2024. “Todos os tipos de consumo cresceram no período, com destaque principal para o consumo de serviços e de duráveis, que mantiveram sua trajetória de alta, contribuindo com mais de 60% para o resultado positivo geral”, segundo o Monitor do PIB.
Os investimentos – Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) – creceram 2,0% no período. “Este segmento tem mostrado um fortalecimento consistente nos últimos anos, explicado em grande parte pelo crescimento dos investimentos em tecnologia e serviços de informação. As contribuições dos segmentos de máquinas e equipamentos e construção também foram positivas, revertendo um início de ano em que esses apresentaram quedas”.
Juliana Trace destaca “algumas fragilidades”. “O crescimento da agropecuária vem após sequência de retrações, a estabilidade industrial mostra perda de fôlego do setor e, apenas os serviços mostraram resultado um pouco melhor que a média geral do início do ano”.
A exportação cresceu 4,3% no trimestre móvel findo em maio, mas registrou o menor resultado desde o segundo trimestre de 2025. O destaque foram as exportações de serviços, bens de capital e bens de consumo, tendo contribuído com mais de 70% do crescimento das exportações no trimestre encerrado em maio.
Já as importações cresceram 8,9%, o maior resultado desde meados de 2025, devido às importações de serviços, com destaque para as telecomunicação, computação e informações, e consumo, devido a importações de automóveis.
O Monitor do PIB-FGV estima que o PIB acumulado até maio de 2026, em valores correntes, tenha sido de 5,466 trilhões de Reais. A taxa de investimento, em maio de 2026, foi de 18,6%.










