Mais de 9 milhões de famílias aderiram ao Desenrola. A expectativa do governo é alcançar 10 milhões de famílias beneficiadas
O governo federal vai prorrogar até 31 de agosto o prazo de adesão ao Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas voltado a pessoas com renda de até cinco salários mínimos. O anúncio foi feito nesta terça-feira (29) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Segundo o Ministério da Fazenda, o programa já renegociou mais de R$ 22 bilhões em dívidas por meio de 3,6 milhões de acordos até o fim de junho. Com isso, o estoque das dívidas renegociadas caiu de R$ 22 bilhões para cerca de R$ 4 bilhões.
De acordo com Durigan, a prorrogação permitirá que mais consumidores regularizem sua situação financeira antes de buscar as novas linhas de crédito que o governo federal está lançando, como as destinadas ao financiamento de carros e motocicletas.
“Esse prazo adicional vai ser importante para que as pessoas possam resolver eventuais pendências previamente, usando o Desenrola, para depois se enquadrar nas condições das operações de carro e moto”, afirmou o ministro. Durigan acrescentou que a ampliação do prazo não exigirá novos recursos do Fundo de Garantia de Operações (FGO)
Até agora, mais de 9 milhões de famílias aderiram ao Desenrola 2.0. A expectativa do governo é alcançar 10 milhões de famílias beneficiadas até agosto.
Lançado em maio, o Desenrola 2.0 sucedeu a primeira edição do programa, criada em 2023 em meio ao aumento da inadimplência e do endividamento das famílias brasileiras.
Segundo dados do Ministério da Fazenda, a primeira fase beneficiou mais de 15 milhões de brasileiros com renda baixa e permitiu a renegociação de cerca de R$ 53 bilhões em dívidas.
A nova versão é destinada a trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos que tem dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos, incluindo cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, modalidades que mais endividam os brasileiros. O programa oferece juros de até 1,99% ao mês e descontos que variam de 30% a 90% sobre o valor original dívida.
Além da renegociação, os trabalhadores podem utilizar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar pendências. Pelas regras, é possível usar até 20% do saldo disponível ou R$ 1 mil, o que for maior.










