Resultado supera em 7,8% o lucro de R$ 11,5 bilhões obtido no mesmo período de 2025
O lucro do banco Itaú no segundo trimestre deste ano foi de R$ 12,4 bilhões. Em relação ao mesmo trimestre de 2025 o lucro foi maior em 7,8%. A soma dos lucros obtidos no atual semestre somou R$ 24,7 bilhões ou um aumento de 9,1% sobre os R$ 22,6 bilhões obtidos no primeiro semestre de 2025.
Os resultados do Itaú, como de outros bancos, tem como uma das fontes a rolagem da dívida pública, especialmente da União, altamente estável de receitas para os bancos no Brasil. Os bancos são os maiores compradores de títulos emitidos pelo Tesouro Nacional. Em cenários de juros básicos abusivos, essa operação gera ganhos expressivos e previsíveis.
Os ganhos com a Selic (taxa básica da economia), hoje aos 14,25%, descontada a inflação, é a maior taxa de juros reais do planeta, conforme estudo da MoneyYou, com as 40 principais economias do mundo, sendo que 36 delas estão abaixo de 5%.
Quando falamos neste percentual, numa rolagem de R$ 10,8 trilhões (81,9% do PIB), que é o total da dívida pública do país em junho de 2026, estamos falando em mais de um trilhão de despesas com pagamento de juros ao ano, que vão engordar os extraordinários lucros do sistema financeiro.
Além disso, o resultado dos ganhos dos bancos incluem as operações dos cartões de crédito com taxas de juros abusivas. Os ganhos com cartões de crédito são altamente representativos no lucro dos bancos brasileiros, frequentemente figurando entre as linhas mais rentáveis do varejo bancário devido às taxas de juros estratosféricas e ao volume massivo de transações, e responsáveis pelo alto grau de endividamento e inadimplência das famílias brasileiras.
Essas são as duas principais fontes do lucro do Itaú e da grande maioria de bancos. As taxas de juros no crédito dos cartões de crédito são regularmente acima de 400% ao ano. Não há agiota que afronte seus clientes com taxas tão altas.
O cenário que é um verdadeiro maná para os bancos, é hoje em dia o maior tormento da nação brasileira. Derruba o consumo das famílias, provoca a regressão da indústria e cerceia brutalmente novos investimentos no setor. Comércio e serviços não financeiros acabam vivendo essas consequências.
E recursos públicos que deveriam ser destinados para a melhoria do país e de seu povo, como educação, saúde, defesa, ciência e tecnologia, segurança, entre tantos, são transferidos para pagamento de juros a rentistas.











