Em assembleia na tarde desta quarta-feira (5), os ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram encerrar a greve da categoria, que paralisou, deste à meia-noite de terça-feira (4), as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A decisão ocorreu após o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ceder ao movimento grevista e prometer enviar à Alesp um projeto de lei para absorver os trabalhadores em órgãos estaduais. A proposta também foi ampliada para incluir os trabalhadores da Linha 10-Turquesa.
A garantia do emprego era a principal reivindicação da categoria, que estava em processo de demissão após a concessão dessas linhas à iniciativa privada. Os ferroviários foram chamados de volta ao trabalho às pressas depois dos acidentes e do caos generalizado ocorridos nas linhas que estavam há apenas dois dias sob o controle da concessionária Trivia Trens.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB), “os trabalhadores decidiram pelo retorno às atividades, mantendo, contudo, o estado de greve, acompanhando atentamente o cumprimento dos compromissos assumidos e a evolução das negociações”.
“A deliberação ocorreu após o Governo do Estado apresentar uma proposta que contempla avanços nas reivindicações da categoria, especialmente em relação às garantias buscadas pelos ferroviários durante o processo de concessão”, afirmou o sindicato em nota, após a assembleia.
A entidade reafirmou que a mobilização dos ferroviários “sempre teve como objetivo a defesa dos empregos e a proteção dos direitos dos trabalhadores da CPTM, bem como a garantia de um transporte público de qualidade para a população”.
“O Sindicato continuará vigilante e atuando em defesa da categoria, não descartando a adoção de novas medidas caso os compromissos firmados não sejam efetivamente cumpridos”, afirma.










