“Agora a luta é no Senado”, com essa palavra de ordem, as centrais sindicais se lançam em mais uma mobilização unitária pela aprovação, no Congresso Nacional, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial, e põe fim à escala 6×1.
No próximo dia 10, as entidades vão promover um Dia Nacional de Mobilização, com atos públicos e uma grande panfletagem nacional de publicações que destacam os benefícios da PEC para os trabalhadores, para as empresas e para o desenvolvimento do país.
As atividades ocorrem no mesmo dia em que deputados e senadores retomam os trabalhos legislativos após o recesso parlamentar.
A mobilização, que deve se estender durante toda a semana, reforça a campanha #VotaSenado, que busca sensibilizar os senadores para a importância da aprovação da PEC.
A campanha ocorrerá em fábricas, terminais, estações, locais públicos e principais regiões industriais, ampliando o alcance das informações e incentivando maior participação popular organizada sobre o tema.
Os materiais elaborados pelas centrais sindicais destacam que a PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados por ampla maioria, com 461 votos favoráveis e apenas 19 contrários, e ressaltam que foi fruto da mobilização das centrais sindicais, confederações, federações, sindicatos e movimentos sociais, aliada ao diálogo com o Congresso Nacional e o Governo Federal.
Segundo a CTB, “os materiais também ressaltam que a redução da jornada foi construída de forma a garantir um período de adaptação para os setores econômicos, fortalecendo a negociação coletiva e respeitando as diferentes realidades produtivas”.
As centrais também destacam que a redução da jornada “garante mais tempo para saúde, convivência familiar, formação, lazer e descanso”.
Para a Força Sindical, a campanha “reforça a importância da unidade e mobilização dos trabalhadores para pressionar o Senado”.
“Com o fim do recesso parlamentar, vamos intensificar a pressão sobre os senadores, dialogar com os trabalhadores nos locais de trabalho e nas redes sociais e cobrar que o Senado coloque em votação a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1”, afirma Renato Zulato, secretário-geral da CUT.
Segundo o secretário-geral da UGT, Canindé Pegado, “a mobilização da semana do Dia Nacional de Luta mostrará que, quando o movimento sindical atua de forma conjunta, amplia sua capacidade de dialogar com os trabalhadores e fortalecer a defesa da redução da jornada, do fim da escala 6×1 e dos direitos da classe trabalhadora”, afirmou.











