Congresso americano barra entrega de 40.000 bombas a Israel como queria Trump

Bombas norte-americanas são usadas na limpeza étnica em Gaza (Redes Sociais)

A entrega de um pacote de armas avaliadas em US$ 2,8 bilhões do tipo arrasa-quarteirão pelo governo dos EUA para que Israel continue sua campanha de limpeza étnica em Gaza e no sul do Líbano foi barrada por um congressista americano do partido Democrata, Gregory Meeks, na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes dos EUA.

“A venda proposta pelo governo Trump de 40.000 bombas de 907 quilos, algumas das munições mais destrutivas do nosso arsenal, levanta sérias preocupações não resolvidas sobre como essas munições poderiam ser usadas em áreas densamente povoadas de Gaza e do Líbano”, comunicou Meeks na quarta-feira, 16.

“Portanto, não aprovarei esta venda neste momento. Esta decisão não diminui o apoio do Congresso às legítimas necessidades de defesa de Israel”, disse. “Ela reflete a responsabilidade do Congresso de garantir que as armas financiadas pelos EUA sejam usadas de forma legal, responsável e com salvaguardas significativas para a vida humana”.

Meeks disse que o governo de Donald Trump não ofereceu nenhuma garantia sobre as cirscustancias do governo de Israel para o uso dessa armas, já que as forças militares israelenses constantemente bombardeiam infraestrutura civil, como moradias, hospitais e escolas em Gaza e no sul do Líbano. Por isso ele está barrando a entrega das bombas.

Outro líder do partido Democrata, o senador americano Bernie Sanders, também condenou a entrega do pacote de armas para Israel, dizendo que “o povo americano está farto de financiar o genocídio israelense em Gaza”, criticando Trump por dar recursos militares dos EUA para o “governo extremista de Netanyahu US$ 2,8 bilhões em bombas” e chamou a transação de “inaceitável”, em uma postagem em sua conta na rede social X.

Uma das bombas que seriam entregues aos israelenses, a MK-84, foi responsável pelos massacres com os maiores números de mortes civis na Faixa Gaza. O raio de destruição dessa bomba é de 180 metros e deixa uma cratera de mais de 15 metros de profundidade e lança uma onda de fragmentos que pode atravessar concreto e metal espesso, destruindo completamente edificações vizinhas ao local da explosão. Exércitos de países do ocidente, alegadamente, não costumam usar esse tipo de munição em áreas densamente povoadas.

Em 31 de outubro de 2023, Israel matou mais de 100 palestinos civis em um bombardeio a um campo de refugiados de Yabalia, de acordo com a ONU. Israel usa constantemente esse tipo de munição em áreas densamente populadas na Faixa de Gaza.

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