O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohammad Bagher Zolghadr, afirmou neste sábado (8) que as restrições à navegação pelo estreito de Ormuz – por onde passava o equivalente a 20% do petróleo comercializado no mundo antes do início da guerra – serão mantidas até que os Estados Unidos mudem de postura e atendam as condições apresentadas por Teerã. A lista divulgada pelo site oficial Tasnim News Agency inclui o fim do bloqueio naval norte-americano, a retirada das forças militares e o término definitivo da guerra no Irã e na Palestina.
Zolqadr enfatizou que corrigir o comportamento de Washington significa, antes de tudo, que os EUA não devem ameaçar o Irã novamente, de nenhuma forma ou linguagem, nem insultar os locais sagrados da nação iraniana.
– A lista de exigências inclui também o fim permanente da guerra e da agressão contra o Irã e seus aliados no Líbano, na Palestina, no Iêmen e no Iraque;
– o levantamento do bloqueio marítimo e a retirada das forças militares norte-americanas, tanto navais quanto aéreas, da área ao redor do Irã;
– que Washington pague integralmente pelos danos causados pelas duas guerras de agressão impostas ao Irã, sem reduzir ou excluir qualquer parte das indenizações;
– e o levantamento das sanções injustas e ilegais impostas contra o povo iraniano, bem como a liberação incondicional dos bens do povo iraniano que permanecem bloqueados ou que, segundo Zolqadr, foram roubados.
EUA VIOLARAM MEMORANDO DE ENTENDIMENTO
Em 17 de junho, Teerã e Washington assinaram um Memorando de Entendimento (MdE), mediado pelo Paquistão, com o objetivo de pôr fim às hostilidades dos EUA e preparar o terreno para uma nova rodada de negociações. No entanto, em 8 de julho, Donald Trump anunciou unilateralmente o término do acordo central de cessar-fogo com o Irã.
Em resposta às violações por parte dos EUA, Teerã fechou o Estreito de Ormuz até que a ingerência de Washington cesse e advertiu sobre as consequências de novos ataques.
O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional afirmou que essas demandas são as reivindicações do povo iraniano, que as expressou durante 160 dias de presença incessante no terreno e nas ruas.










