Flávio Bolsonaro representa a corrupção mais deslavada que o país já viu

Sóstenes Cavalcante (Foto: Lula Marques/Agência Brasil),, Flávio Bolsonaro (Foto: Pedro França - Agência Senado) e Valdemar Costa Neto (Foto: AP)

O “rei da rachadinha” meteu a mão em R$ 61 milhões roubados pelo Banco Master e não deu satisfação a ninguém. Comprou mansão de R$ 6 milhões e empregou milicianos em seu gabinete

O presidente Lula afirmou no domingo (16), durante o lançamento de sua candidatura à reeleição, que seu objetivo com a PEC da Segurança Pública é esmagar o crime organizado, tanto as suas cúpulas que vivem em mansões e bairros chiques, quanto seus teleguiados que atuam infernizando as favelas e as comunidades do país. Por falar em mansão, até hoje Flávio não explicou a compra de uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília.

Lula deixou bem claro também que em seu governo não há qualquer tolerância com a corrupção. Posição bem diferente do que é defendido pelo bolsonarismo, e por Flávio Bolsonaro em particular, que participou de transações tenebrosas com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e achou perfeitamente normal meter a mão em R$ 61 milhões do banqueiro que havia roubado bilhões ao país, no maior escândalo financeiro da história do Brasil.

Sem a menor cerimônia, Flávio pediu, na cara dura, R$ 134 milhões ao banqueiro ladrão, que está preso depois de roubar meio mundo e dar um golpe que passa dos R$ 50 bilhões. Flávio embolsou o dinheiro roubado e enviou R$ 61 milhões para seu irmão, Eduardo, que mora nos Estados Unidos. Um escândalo sem tamanho. Até o presidente de seu partido, Valdemar Costa Neto, confessou que ele pegou dinheiro do Master.

Um dinheiro sujo que foi assaltado de servidores públicos, de pequenos investidores e do Banco Regional de Brasília (BRB). Só no BRB o golpe provocou um rombo de mais de R$ 5 bilhões aos cofres públicos do Distrito Federal. Flávio não teve vergonha de meter a mão em R$ 61 milhões desse dinheiro que foi roubado. Um verdadeiro mar de lama. E olhem que ele tinha jurado de pés juntos, em diversas entrevistas, que nunca tinha conversado com o dono do Banco Master. Tentava jogar o escândalo no colo de Lula. Foi desmascarado.

Flávio e Bacelar (Foto: divulgação) Cláudio Castro (Foto: reprodução)

É até irônica a tentativa dos bolsonaristas de comparar as buscas incessantes de alguma coisa ilícita contra o Lulinha, filho do presidente Lula, para ficar fazendo comparações absurdas entre as duas situações. Em relação ao filho de Lula, não há nada. Não acharam nada. Nem um tostão ilícito. Já no caso dele, há áudios, mensagens e flagrantes inquestionáveis da corrupção. Aliás, há até confissões, porque ele tentou negar a veracidade do áudio em que ele pede o dinheiro ao banqueiro, mas acabou sendo obrigado a admitir que pediu e pegou mesmo o dinheiro.

Agora vieram a público novas mensagens mostrando que Flavio falou várias vezes com o dono do Master. E o Brasil quer saber onde foram parar os R$ 61 milhões que Vorcaro deu a Flávio. Por que o banqueiro deu este dinheiro todo a ele? A troco de que? São perguntas que não querem calar. E o candidato fascista não prestou contas e não explicou nada a ninguém até agora. Ou seja, ele é um mentiroso contumaz.

O que ele fez foi embolsar todo esse dinheiro roubado dos brasileiros. Inclusive, seu irmão, Eduardo Bolsonaro, também se deu bem. Parte do dinheiro que Vorcaro roubou dos brasileiros e entregou clandestinamente a Flávio apareceu lá nos EUA, num fundo chamado Havengate, com sede no Texas, e administrado por Eduardo Bolsonaro, através de seu advogado, Paulo Calixto.

Eduardo responde criminalmente por obstrução de Justiça e conspira abertamente contra o Brasil diretamente dos EUA, onde foi morar com a família depois de trair o eleitorado paulista que o tinha colocado na Câmara dos Deputados. Morando no Texas, o traíra passa o tempo todo nos porões da Casa Branca instigando os fascistas, seguidores de Trump a atacarem o Brasil e sancionarem o país. Ele aplaudiu entusiasticamente quando Trump impôs tarifas aos produtos brasileiros.

Ou seja, os bolsonaristas são traidores do Brasil e não combatem crime coisa nenhuma. Ao contrário do que apregoam demagogicamente, eles atuam exatamente para fortalecer o crime. Eles são, por exemplo, radicalmente contra a PEC da Segurança Pública, que Lula tenta aprovar para fortalecerá as polícias em todo o Brasil. Eles não querem fortalecer as polícias para combater os crimes. Fazem isso porque, na verdade, têm ligações profundas com milícias e facções.

A mudança que o governo quer fazer na lei sobre Segurança visa exatamente aumentar os recursos, fortalecer, modernizar e dar maior eficiência às polícias, a começar pela Polícia Federal, mas também nos estados e municípios. É a criação de um sistema único em todo o país para fechar o cerco aos criminosos. Mas os bolsonaristas bloqueiam a votação do projeto no Senado. Eles são contra a PEC porque são cúmplices e protegem o crime organizado.

Fazem muita demagogia sobre Segurança, mas os estados administrados por eles estão um caos e a população sofre nas mãos da bandidagem e das milícias. Vide São Paulo e Rio de Janeiro.

E agora, vieram com a imbecilidade de entregar para a CIA o combate ao crime organizado no Brasil. Como se a CIA combatesse algum crime. Ao contrário, na opinião do promotor de Justiça Lincoln Gakiya, maior especialista em combater o PCC, classificar as facções como organizações terroristas internacionais, como querem Trump e os bolsonaristas, só atrapalha o combate ao crime no Brasil. Ele diz que isso leva os casos para a CIA e torna tudo secreto. Deixa de haver cooperação entre as polícias. Segundo ele, isso é um erro, além de abrir espaço para ingerência de Trump nos assuntos internos do Brasil.

Além disso, as ligações de Flávio Bolsonaro com as milícias do Rio de Janeiro já são antigas. Ele era unha-e-carne com Adriano da Nóbrega, chefe de uma das milícias mais perigosas do Rio de Janeiro, a milícia de Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio. Adriano era um assassino de aluguel e foi homenageado por Flávio com a medalha Tiradentes, maior comenda do Rio, quando este era deputado estadual. Flávio entregou a medalha ao assassino quando Adriano estava na cadeia, preso por assassinato. Jair Bolsonaro, então deputado federal, também deu entrevistas e fez discursos defendendo Adriano e as milícias.

Adriano da Nóbrega e Flávio Bolsonaro (Reprodução)

Agora, mais recentemente, vieram a público informações que mostram que a corrupção no Rio ia ainda mais longe. Indicados por Flávio para cargos de secretários no governo Cláudio Castro, eram ligados ao Comando Vermelho e acabaram presos.

Os dois secretários de Estado indicados por Flávio para o governo de Castro que foram presos por trabalharem para o Comando Vermelho (CV) são, o Secretário Estadual de Esportes do Rio de Janeiro, Alessandro Pitombeira Carracena, que foi preso durante a Operação Anomalia, da Polícia Federal. O outro é o Secretário de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, que acabou também atrás das grades por ter as mesmas ligações com a facção criminosa CV, do Rio de Janeiro.

Além disso, o preferido de Flávio para suceder Castro no governo do Rio era Rodrigo Bacelar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio. Pois esse sujeito também foi preso e responde por atuar junto com o mesmo Comando Vermelho.

Ou seja, Flávio representa a intenção da bandidagem – que já vinha ocupando amplos espaços no poder público do Rio – de chegar ao centro do poder político do país, em Brasília. Mais do que isso, ele representa a submissão mais desavergonhada aos interesses mesquinhos de Donald Trump de explorar o Brasil e impedir o desenvolvimento do país. É exatamente isso que está em jogo nas próximas eleições. De um lado, está Lula, que representa a segurança, o progresso e o futuro da nação, e, de outro, está a bandidagem, as milícias e a humilhação do Brasil diante de Trump.

SÉRGIO CRUZ

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