Xu Jiayin, também conhecido como Hui Ka Yan, 67, ex-presidente do falido ‘Grupo Evergrande Co.’, foi condenado à prisão perpétua nesta quinta-feira (20).
A condenação em primeira instância do Tribunal Popular Intermediário de Shenzhen aconteceu quatro meses depois de ele ter se declarado culpado de ter cometido fraudes bilionárias, captação ilegal de fundos públicos, fraude em arrecadação de fundos e emissão fraudulenta de títulos, e vários outros crimes financeiros.
Xu também foi condenado a perder todos os seus bens e ativos. Seus filhos, Xu Zhijian, Xu Tenghe e mais de 50 executivos da Evergrande, também foram todos condenados, com penas que variam de 22 meses a 18 anos de prisão. As antigas empresas de Xu também foram multadas, no total de R$ 11 bilhões por falsificação de títulos e ocultação de dívidas.
“A conduta criminosa do China Evergrande Group, da Evergrande Real Estate e de Xu Jiayin prejudicou gravemente a ordem da economia de mercado socialista, violou direitos de propriedade públicos e privados e comprometeu a integridade de funcionários públicos no desempenho de suas funções”, afirmou a sentença.
“O montante envolvido no crime é excepcionalmente elevado, as circunstâncias são particularmente hediondas , foram causadas perdas económicas excepcionalmente elevadas e o dano para a sociedade é extremamente grave”, comunicou o Tribunal Popular Intermediário de Shenzhen, na província de Guangdong, no sul da China.
O ‘Grupo Evergrande Co.’ foi um gigante do setor imobiliário na China que provocou uma crise no mercado imobiliário chinês quando entrou em colapso financeiro em 2021. Xu Jiayin já chegou a ser chamado de homem mais rico da Ásia e viu sua fortuna diminuir com o colapso de sua empresa.
A conclusão do tribunal foi de que Xu era o controlador efetivo do Grupo Evergrande e era o responsável por suas operações.
Entre 2016 e 2021, o Evergrande Group, a Evergrande Real Estate Group e Xu envolveram-se em fraudes financeiras contínuas e de grande escala, incluindo o superfaturamento de ativos e a ocultação de passivos, conforme constatado pelo tribunal.
O tribunal também concluiu que Xu e o Grupo Evergrande conseguiram o controle de instituições financeiras por meio de subornos e outras atividades ilegais. Eles obtiveram ilegalmente crédito e fundos de seguro para serem usados pelo Grupo Evergrande. Crimes como dar empréstimos ilegais, uso ilegal de fundos e oferecer suborno por uma entidade.
Xu também usou de sua posição de presidente da Evergrande Real Estate para realizar fraudes financeiras e desviar os bens da empresa na forma de pagamentos de dividendos, de acordo com o tribunal.
A decisão do tribunal foi que Xu e o Grupo Evergrande são culpados por captação ilegal de depósitos públicos, fraude de arrecadamento de fundos, concessão ilegal de empréstimos, emissão fraudulenta de títulos, divulgação ilegal de informação sigilosa e oferta de suborno por parte de uma entidade. Xu foi considerado culpado por uso ilegal de fundos e peculato, a Evergrande Real Estate foi condenada por emissão fraudulenta de títulos.
No momento da inadimplência da Evergrande em 2021, seu passivo somava US$ 300 bilhões (o equivalente a R$ 1,5 trilhão). O Tribunal Popular Intermediário de Shenzhen, na província de Guangdong, no sul da China ordenou, ainda, a continuidade da recuperação de seus ganhos ilícitos e a restituição de quaisquer valores remanescentes em aberto.











