Um encontro que reuniu diversas lideranças comunitárias de Parelheiros marcou o lançamento da candidatura de Keila Pereira (PCdoB) à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. O ato foi realizado no tradicional restaurante da Dona Marlene e contou com a participação de representantes de movimentos sociais, entidades comunitárias, estudantes, agricultores e lideranças políticas.
Keila iniciou sua fala lembrando “um livro que eu gosto muito, o Capitães da Areia, de Jorge Amado, que meus amigos baianos aqui conhecem bem. É um romance que acompanha a trajetória de alguns meninos em situação de rua na cidade de Salvador. E Pedro Bala, que é o protagonista dessa história, se torna um homem de luta, um líder, grevista, que organiza manifestações e é amado por muita gente. E o Jorge Amado termina o livro com uma frase que sempre fica marcando na minha cabeça, quando ele diz que a revolução é uma pátria e uma família”.
“E essa família pode ser toda essa rede que se cria na nossa trajetória e que compõe o que a gente é. E, para mim, cada pessoa que está aqui nesta noite é parte dessa família necessária. Eu aprendi também a ver Parelheiros assim, através das pessoas, e, acima de tudo, através das relações que se criam entre essas pessoas. E são justamente essas relações que são capazes de movimentar as coisas, mudar a vida, criar uma nova realidade”, afirmou.
A candidata, que traz o mote “Parelheiros merece mais”, citou iniciativas desenvolvidas na região, como ações culturais, projetos para crianças, espaços de convivência e lazer, distribuição de alimentos, organização dos agricultores, e iniciativas voltadas à juventude, afirmando que a experiência acumulada pelas comunidades de Parelheiros demonstra que é possível conciliar preservação ambiental, produção agrícola, geração de empregos, moradia digna e acesso a serviços públicos.

CONTRA A ENTREGA DO QUE É DO POVO
“Mas nada disso vai ser possível com gente como o Tarcísio no poder, que privatizou a Sabesp e não só encareceu o abastecimento, mas, com isso, também entregou o monitoramento das áreas mananciais. Estamos falando de empresas privadas cuidando da água na fonte. É disso que se trata. Foi isso que eu mais denunciei em todas as lutas contra a privatização da Sabesp, com os nossos camaradas lá do Sintaema”.
“Porque não se trata só do abastecimento, do tratamento de esgoto, mas da água na fonte, no seu estado natural, que deveria ser de todos nós. A privatização das linhas de trem nem se fala. Dia sim, dia também, a quantidade de falhas atinge muito mais quem mora longe, quem passa muito mais tempo no transporte, e sabemos o que temos vivido desde as privatizações, principalmente a privatização da linha 9. E, uma das priores partes, para mim, são os cortes de verba. Foram pelo menos R$ 10 bilhões tirados da educação”, denunciou Keila.

“KEILA É UMA POTÊNCIA”
Presente no ato, o deputado federal e candidato à reeleição Orlando Silva (PCdoB-SP) destacou a trajetória de Keila e sua relação com diferentes iniciativas, como sua atuação na busca por recursos para as UBSs de Parelheiros, sua relação com o CEFAAM (Centro de Formação de Artesãos de Parelheiros), a apresentação do território indígena Tenondé Porã e sua mobilização em defesa da memória de Carolina Maria de Jesus.
“Estou dando esse testemunho para vocês sobre a Keila, porque às vezes quando a gente está ali, pertinho, não temos a dimensão daquela figura gigante que está do nosso lado. E eu falo para vocês, a Keila Pereira é uma figura gigante, é uma figura afetuosa, solidária. E tenho muita confiança e convicção que daqui sairá essa grande vitória que será a eleição de Keila Pereira, deputada aqui no Estado de São Paulo”, afirmou Orlando.
O lançamento reuniu diversas lideranças na mesa e no público. Entre os presentes estavam Marlene Pereira, presidente do Instituto Kamusi, proprietária do espaço e mãe de Keila; Alcides Amazonas, presidente municipal do PCdoB; Lídia Correa, liderança do PCdoB e ex-vereadora por três mandatos; Leonice Neres, presidente do Projeto Semear Para Crescer, do Jardim Novo São Norberto; Walter Tesch, ex-subprefeito de Parelheiros; Fernando Bike, morador do Vargem Grande e ex-candidato em defesa dos moradores da região; Valeria Macorati, presidente da cooperativa de cultura orgânica Coperapas.
Também participaram do ato Kele Cristina, da União Brasileira de Mulheres (UBM) da cidade de São Paulo; Marcos Kaue, secretário-geral do Congresso Nacional Afro Brasileiro (CNAB); dirigentes da Federação das Mulheres Paulistas (FMP); Samuel Oliveira, professor e coordenador do CEFAAM; além de dirigentes estudantis e de juventude.










