O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, chamou os Estados Unidos de “verdugos” depois que Washington impôs novas sanções criminosas contra cidadãos e entidades cubanas.
Em mensagem publicada na sexta-feira (21), o líder afirmou que “os carrascos escolheram as quintas-feiras para publicar suas listas negras de pessoas e entidades cujo único crime é servir a Cuba e resistir ao bloqueio genocida”.
A esse respeito, ele anunciou que “Saberemos resistir e vencer. E os EUA permanecerão na vergonhosa lista de Estados genocidas”, constatou o presidente cubano na rede social X.
No mesmo dia, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, também acusou os EUA de usarem deliberadamente as sanções para prejudicar a economia cubana. Ele assinalou que as novas medidas dificultaram o fornecimento de serviços básicos à população da ilha.
“A atual política criminosa de pressão máxima e estrangulamento econômico do governo dos EUA contra Cuba não é nova: é uma extensão das medidas adotadas desde o primeiro mandato do atual presidente dos EUA”, destacou o ministro.
“OBSESSÃO FRACASSADA CONTRA CUBA”
O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou na quinta-feira (20) uma ampliação das sanções contra Cuba, incluindo o Ministério da Construção do país, três indivíduos e oito entidades.
Os indivíduos sancionados são Fernando Yort, Lima Freire e Noemí Fernández, que o Departamento do Tesouro dos EUA vincula ao Instituto Cubano de Amizade com os Povos.
Segundo o chanceler, em sua “obsessão fracassada contra Cuba”, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, decidiu incluir “dirigentes e funcionários do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), instituição que há mais de seis décadas promove a amizade, a solidariedade internacional, a justiça e a paz”, valores que representam “exatamente o contrário do que o [atual] secretário de Estado sempre promoveu em sua política corrupta”.
Da mesma forma, oito empresas estatais cubanas que atuam nos setores de metalurgia, mineração, comércio, transporte e recursos humanos foram sujeitas às novas restrições.
MEDIDAS VISAM AGRAVAR ESCASSEZ E GERAR DESCONTENTAMENTO
Desde janeiro, Trump, vem implementando uma política de pressão máxima sobre a ilha. Isso inclui um embargo de petróleo e uma série de sanções adicionais contra empresas e autoridades cubanas.
As medidas agravaram a escassez de combustível no país e afetaram a geração de eletricidade, o transporte, a produção de alimentos, os serviços de saúde e a educação.
Bruno Rodríguez destacou que Washington identifica e ataca “impiedosamente as principais fontes de renda externa da economia cubana”, com o objetivo de reduzir a capacidade do governo de garantir bens e serviços básicos e “provocar, assim, irritação na população, uma explosão social e uma mudança na ordem constitucional”.
Com relação às sanções impostas pelos EUA aos setores bancário e financeiro, ele denunciou que o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) e outras agências norte-americanas aplicaram 24 multas a entidades financeiras, seguradoras, empresas de viagens, empresas de tecnologia e logística de países parceiros, num montante superior a US$ 4,014 bilhões, por supostas violações do bloqueio imposto a Cuba.











