Flávio queria vender as praias para impedir o povo de frequentá-las, lembrou Lula no comício de Bangu

Flávio queria privatizas praias (Foto: reprodução)

“Vocês não vão votar em quem vai vender nossas praias, não é verdade?”, disse o presidente. Lembrança foi feita no comício deste sábado (22) em Bangu. Projeto do senador pretendia privatizar as praias do país e barrar a entrada do povo. Repúdio foi geral

O presidente Lula lembrou de um fato muito importante neste sábado (22), durante comício, junto com Eduardo Paes, realizado em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Dirigindo-se à plateia lotada no Estádio de Moça Bonita, o presidente afirmou: “vocês não vão votar em quem vai vender nossas praias, não é verdade?”

Lula referiu-se a um projeto defendido por Flávio Bolsonaro de privatizar as praias brasileiras, que ele relatou durante seu fraco mandato no Senado. Ele se empenhou intensamente pela privatização das praias.

A ideia esdrúxula de afastar o povo das praias para beneficiar resorts milionários foi tão repudiada na época em que foi apresentada que o fariseu enfiou a viola no saco e não tocou mais no assunto.

O projeto citado é a PEC 3/2022 (Proposta de Emenda à Constituição), conhecida popularmente como a “PEC das Praias”, da qual o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi o relator no Senado.

A proposta retira da União o domínio exclusivo sobre os chamados terrenos de marinha (faixas de 33 metros a partir da costa) e permite a transferência onerosa ou gratuita dessas áreas para particulares.

A proposta visava permitir o cercamento das praias brasileiras por empresas privadas e impedir a população de frequentá-las. Atualmente esse tipo de discriminação contra a população é proibido por lei. Todas as praias brasileiras pertencem à Marinha do Brasil e são de acesso aberto e gratuito à população.

Além de cercar as comunidades apoiando as milícias, facções e grupos de extermínio, Flávio queria estender também esse tipo de absurdo e de exclusão social às praias de todo o país. As praias são consideradas as formas mais democráticas de laser para a população do Brasil e, quiçá, do mundo. Fechá-las é um escândalo tão absurdo que só passa na cabeça de bolsonaristas.

Privilegiar bandidos e magnatas é a marca registrada de Flávio, o “rei das rachadinhas”, desde que ele começou na política. acolhia milicianos em seu gabinete na Alerj. Recentemente ele foi pego fazendo tenebrosas transações com o banqueiro ladrão, Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que deu um golpe bilionário no país.

Flávio apareceu pedindo e recebendo R$ 61 milhões do banqueiro criminoso. Até hoje o senador não explicou esse escândalo. Ele finge que não tem que se explicar, mas o país exige saber para onde foi todo esse dinheiro e por que Vorcaro entregou essa fortuna a ele.

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