Desemprego cai para 5,3% no trimestre até julho, menor da história

Em julho, total de trabalhadores formais foi recorde: 39,4 milhões. (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

Número de ocupados é recorde com 103,3 milhões de trabalhadores. No desemprego estão 5,8 milhões de pessoas, segundo IBGE

A taxa de desemprego do Brasil ficou em 5,3% no trimestre de maio a julho deste ano, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (27). Essa é a menor taxa para um trimestre encerrado em julho na série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

Frente ao trimestre terminado em abril, o resultado corresponde a uma queda de 0,5 p.p. Na comparação com o mesmo trimestre móvel de 2025, houve queda de -0,3 ponto percentual.

No trimestre encerrado em julho, havia ao todo 5,8 milhões de pessoas em busca de emprego sem encontrar, o que representa uma queda de 8,0% (menos 503 mil pessoas) na comparação com o trimestre de fevereiro a abril (6,3 milhões). Ante igual trimestre do ano anterior (6,1 milhões), diminuiu 4,9% (menos 299 mil pessoas).

Já a população ocupada foi estimada em 103,3 milhões, o maior contingente da série histórica, sendo uma alta de 1,0% no trimestre (mais 1,0 milhão de pessoas) e aumento de 0,9% no ano (mais 899 mil pessoas).

EMPREGO FORMAL

O avanço do número de brasileiros exercendo alguma atividade de trabalho no país se deu com o crescimento no número de empregados sem carteira no setor privado (13,8 milhões), acréscimo de 3,6% ou mais 477 mil pessoas no trimestre. Um período em que o número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 39,4 milhões, o maior contingente da série, e alta de 0,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

O IBGE destaca o aumento no grupamento de Construção (5,1%, ou mais 371 mil) em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2026. Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

Em relação a 2025, foram observados aumentos nos grupamentos: Construção (4,2%, ou mais 308 mil pessoas), Transporte, armazenagem e correio (5,4%, ou mais 321 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,3%, ou mais 438 mil pessoas). Houve redução no grupamento de Serviços domésticos (4,0%, ou menos 229 mil pessoas).

INFORMALIDADE

No trimestre findo em julho, também foram estimados 26,1 milhões de trabalhadores por conta própria e 5,4 milhões de trabalhadores domésticos – contingente que recuou 4,2% no ano (menos 236 mil pessoas) frente ao mesmo trimestre do ano passado.

A informalidade no mercado de trabalho atinge 37,5% (ou 38,8 milhões de trabalhadores informais) do total de pessoas ocupadas no país. No trimestre encerrado em abril, a taxa estava em 37,2% (ou 38,1 milhões de pessoas) e, no trimestre de maio a julho de 2025, era 37,8% (ou 38,8 milhões de pessoas).

RENDA MÉDIA

O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.762, sendo uma queda de 0,7% no trimestre e alta de 3,3% no ano. Já a massa de rendimento real habitual chegou a R$ 383,5 bilhões, a maior da série, com alta de 0,2% no trimestre e avanço de 4,1% no ano.

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