Neste sábado (29), o canoísta Isaquias Queiroz fez história mais uma vez e conquistou a medalha de ouro no C1 500m do Mundial de Canoagem de Velocidade, em Poznań, na Polônia. A vitória marca a 15ª medalha do canoísta brasileiro em Mundiais na carreira.
“Estou muito feliz, campeão mundial novamente, quatro vezes campeão do C1 500. É continuar treinando porque o foco é Los Angeles. Hoje eu vim com tudo. não fizemos uma preparação ideal, longe de mim dar desculpas. Vida de atleta é assim, um ano a gente está bem, dois anos a gente está mal. Um dia ruim, um ano ruim, não quer dizer que eu seja ruim. A gente se preparou como dava, sabíamos que o C1 1000m seria muito difícil competir com o Fuksa, admiro muito ele pela dedicação que tem nos treinamentos. Esse ano foi diferente, estou feliz com a medalha de ouro. O objetivo maior era somar a pontuação. A medalha que queríamos era essa do C1 500m e manter a pontuação máxima para não nos distanciarmos dos adversários. A gente continua em segundo lugar no ranking mundial”, declarou o canoísta.
O resultado representa uma importante recuperação para Queiroz, de 32 anos. Ele havia terminado na nona colocação a prova do C1 1000m, também disputada nesta edição do Mundial.
Considerado um dos principais nomes do esporte olímpico no Brasil, Isaquias Queiroz possui um currículo impressionante. Ele acumula cinco medalhas olímpicas, com destaque para o ouro conquistado em Tóquio 2020.
Isaquias Queiroz disse que foi fundamental controlar o ritmo no meio da prova para que pudesse explodir na reta final, o que foi fundamental para superar Fuksa em uma chegada acirrada.
“O Fuksa é campeão mundial nessa prova também, o chinês estava bem na temporada brigando comigo prova a prova. Foi pegado, tinha muito vento, ontem mudei a canoa. Foi uma estratégia boa, tentei acertar minha saída, consegui botar um ritmo bom, coloquei um ritmo mais tranquilo para descansar porque precisaria de energia no final para ser explosivo. Consegui o que queria, segurar um pouco e subir no final, quase dei uma desequilibrada ainda. O bom de fazer uma prova dessa e ganhar é por ser metade do C1 1000m, sabemos que mesmo sem treinar conseguimos ganhar. Se pegar a temporada certinha, faremos os 1000m bem. (Quinze medalhas em mundiais) E contando, ainda temos tempo até parar. Começo a ver a parada do Isaquias logo depois de Los Angeles, mas até lá tem muito chão ainda, muita medalha para ganhar e representar o Brasil”, afirmou.
Além das conquistas olímpicas, o atleta baiano soma 15 medalhas em Mundiais, sendo oito delas de ouro. Isaquias é também bicampeão dos Jogos Pan-Americanos na prova C1 1000m.











