Estrella lança livro contando sua história na Petrobrás e a luta pela soberania

O geólogo e ex-diretor de Exploração da Petrobrás (Foto: Lucio Bernardo Jr - Câmara dos Deputados)

O ex-diretor de Exploração da Petrobrás lançou a obra no 14º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (CONSENGE)

O geólogo Guilherme Estrella, considerado como o “pai do Pré-Sal”, lançou o seu livro de título: “Energia e Soberania: seremos capazes de transformar nossas riquezas naturais em desenvolvimento autônomo e bem-estar para o nosso povo?”.

O ex-diretor de Exploração da Petrobrás afirma que “esse livro trata da minha história na Petrobrás”. O livro foi lançado no 14º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (CONSENGE), realizado entre os dias 26 e 29 desta semana de agosto, em Belo Horizonte (MG).

A obra conta com os apoios do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (SENGE-RJ), do Clube de Engenharia do Brasil, da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge).

O geólogo durante lançamento na sexta-feira (28) (Foto: Reprodução – Fisenge)

Em entrevista à Hora do Povo, publicada no mês de maio, o ex-diretor de exploração da Petrobrás afirmou que a guerra no Oriente Médio trouxe à tona uma realidade: “A soberania energética de qualquer país é assunto de soberania nacional”, destacou Estrella. “Consumimos um volume de energia muito baixo. Isso é uma discrepância, porque o consumo de energia, no final das contas, reflete o bem-estar social”.

Estrella avalia que o Brasil encontra-se ainda “numa situação de absoluta fragilidade em termos energéticos e em termos de fertilizantes. Durante anos, houve investimento contínuo para adaptar refinarias ao petróleo nacional. Esse processo foi interrompido. Agora foi retomado, mas precisa ser muito ampliado. E agora estamos nessa situação. Numa situação ainda confortável, porque nós somos autossuficientes”.

“O petróleo se elevou muito de preço, está a 100 dólares o barril, por aí. É de grande lucratividade. Mas aí entra outro problema: as taxas de juros. Não existe país no mundo que funcione com juros de 14,75% ao ano. Nós pagamos, em 2025, cerca de 1,3 trilhão de reais só de juros da dívida. Isso retira recursos que poderiam ser investidos em universidades, infraestrutura, energia”, critica Guilherme Estrella.

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