A verdade que incomoda os fariseus: se Moraes ajudou, por que Vorcaro acabou preso?

Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: SCO - STF

Ele pediu ajuda, mas acabou em cana. Já Flávio meteu a mão em R$ 65 milhões e até agora não explicou nada e não o estão investigando. Está na hora de acabar com a hipocrisia

Às vésperas das eleições nada mais adequado para os fariseus do que tirar o foco dos crimes do candidato fascista e apontar em outra direção. No mesmo instante em que um ministro do STF senta em cima da investigação sobre os R$ 65 milhões repassados pelo banqueiro Daniel Vorcaro a Flávio Bolsonaro, é aberta uma saraivada em cima do ministro que barrou o fascismo no Brasil.

No mesmo dia em que se descobre que Flávio escondeu mais uma parcela de R$ 8 milhões do banqueiro para o filme Dark Horse e para a conspiração de Eduardo Bolsonaro nos EUA contra o Brasil, o grande escândalo é que Vorcaro perguntou a Moraes se deveria fugir do Brasil. O fato é que ele acabou sendo preso, o que comprova que Moraes não deve ter agido para protegê-lo.

Moraes não fez a “proteção” que estão fazendo agora ao candidato fascista. Sim porque não investigarem a fortuna repassada por Vorcaro para Flávio é um verdadeiro descalabro. O relator do caso é tão escandalosamente parcial que prefere perseguir o filho do presidente Lula, mesmo sem nenhuma prova de ilícitos contra ele, do que investigar as falcatruas escandalosas e milionárias de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro.

Agora, além de não investigar o fascista, abrem fogo contra Moraes. É preciso iniciar imediatamente a investigação sobre toda a transação de Vorcaro com Flávio Bolsonaro. É um escândalo não abrir o inquérito. É necessário investigar os R$ 61 milhões que foram repassados para o fundo Havengate, dos Estados Unidos e agora, mais os R$ 8 milhões que vieram à tona hoje com o relatório do Coaf. Jogar todos ao holofotes para Alexandre de Moraes, mesmo que Vorcaro tenha sido preso, e continuar sentado em cima do inquérito de Flávio é puro diversionismo.

SÉRGIO CRUZ

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