Produção industrial cresce 1,1% no ano até julho

(Foto: Roberto Dziura Jr/Secom)

Em junho, avançou 0,2% em relação a junho

A produção industrial nacional acumulou um crescimento de 1,1% nos primeiros sete meses de 2026, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (2). Em julho de 2026, a produção variou em alta de 0,2% em relação a junho.

Entre janeiro e julho deste ano, a expansão da produção foi puxada por bens de consumo duráveis (1,9%), por bens intermediários (1,8%) e por bens de consumo semi e não duráveis (0,6%), impulsionados, principalmente, pela expansão na produção de automóveis (9,4%).

Por outro lado, o setor produtor de bens de capital declinou -4,9% em relação ao acumulado do período de janeiro a julho de 2025, pressionado, em grande medida, pela menor fabricação de bens de capital agrícolas (-20,7%), de uso misto (-15,6%) e para fins industriais (-2,4%).

Ao analisar o resultado da produção industrial de julho deste ano, o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) aponta que a produção de bens de capital vem sendo fortemente castigada pelo nível da taxa básica de juros (Selic). Determinado pelo Banco Central (BC), o patamar da taxa nominal dos juros supera os 10% desde setembro de 2022, e hoje encontra-se em 14% ao ano.

“O macrossetor de bens de capital segue sendo o mais prejudicado pelo quadro atual de taxas de juros elevadas e fragilização financeira das empresas. Dos 7 meses já cobertos pelas estatísticas do IBGE, 6 apresentaram queda na comparação com o ano passado. Apesar disso, o resultado mais de curto prazo sinalizou reação conjuntural (+2,4% em jul26/jun26, com ajuste sazonal)”, destaca a entidade.

Na passagem de junho para julho, três das quatro grandes categorias econômicas industriais apresentaram taxas positivas: bens de consumo duráveis (3,2%), bens de capital (2,4%) e bens de consumo semi e não duráveis (0,5%). A produção de bens intermediários ficou em baixa (-0,2%).

Por ramos industriais, 13 dos 25 pesquisados registraram avanço na produção entre junho e julho deste ano, com destaque para: equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (12,2%); produtos alimentícios (1,0%); coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,1%); outros equipamentos de transporte (11,2%); produtos do fumo (11,1%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,3%); e confecção de artigos do vestuário e acessórios (2,6%).

Entre os destaques negativos ficaram: indústrias extrativas (-1,0%), impressão e reprodução de gravações (-17,2%), produtos diversos (-9,0%), metalurgia (-1,4%), produtos químicos (-0,8%) e celulose, papel e produtos de papel (-1,3%).

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