Governo anuncia fim da fila de espera em atendimentos do INSS

Foto: Ricardo Stuckert

O governo federal anunciou, na quinta-feira (3), que passou a analisar mais pedidos de benefícios previdenciários e assistenciais por mês do que o número de novos requerimentos apresentados, reduzindo assim a fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O anúncio foi feito pelo presidente Lula em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. De acordo com informações do presidente Lula e do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, os pedidos que estavam fora do prazo legal de análise foram zerados.

“É importante que as pessoas saibam que a gente não quer acabar com a fila porque no dia que a gente acabar a fila significa que não tem mais ninguém reivindicando direitos”, explicou o presidente sobre “zerar” a fila do INSS.

O ministério explica que, desde fevereiro até agosto, o número de pedidos de perícia aguardando atendimento foi caindo gradativamente. Em fevereiro, eram 3,12 milhões de pessoas na fila, ao mesmo tempo que 1,17 milhão de pessoas abriram novos pedidos naquele mês. O número de pessoas na fila foi caindo até chegar a 1,547 milhão, em julho. Em agosto, o número de novos pedidos superou o número de pessoas na fila.

O ministro também informou que o tempo médio para a realização de perícia médica caiu de 70 dias em agosto de 2023 para 17 dias em agosto de 2026, representando redução de 76%.

Segundo o ministro, “quando isso acontece, não temos uma fila. Temos um fluxo de atendimento”. “Sempre haverá pessoas na fila do INSS, pois entram pedidos novos todos os dias. Zerar a fila é quando temos menos gente esperando do que a quantidade de gente que entrou com pedidos no mês anterior”, ressaltou Wolney Queiroz.

Após anos de sucateamento do órgão, ‘zerar’ a fila de espera do INSS, que beneficia milhões de trabalhadores, aposentados, pensionistas e famílias que dependem da Previdência Social para garantir sua sobrevivência, tem sido uma das principais metas do presidente Lula desde que assumiu o governo na atual gestão.

O resultado foi atingido após nomeação de novos servidores por concurso público, agências funcionando com recursos de telemedicina e a adoção de perícia médica documental para acelerar a análise dos processos e garantir que os segurados tenham seus direitos reconhecidos no menor tempo possível.

O ministério também atribui os números alcançados à adoção de mutirões em fins de semana e pagamento de bônus para servidores com tarefas concluídas acima de suas metas.

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) comemorou a redução anunciada. Segundo a central, o fato “representa uma conquista para quem contribuiu durante toda a vida e precisa ter seus direitos respeitados”.

“A Previdência Social não pode ser tratada como favor ou benefício concedido pelo Estado. Trata-se de um direito construído pela classe trabalhadora ao longo de décadas de luta e contribuição. A demora na concessão de uma aposentadoria, pensão ou benefício pode significar sofrimento, endividamento e insegurança para famílias que dependem desses recursos para sobreviver”, destaca a CTB.

“O resultado demonstra que é possível enfrentar o problema quando há prioridade política, investimento e mobilização da estrutura pública”, assinala a entidade.

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