TH Joias, da turma de Flávio no Rio, torna-se réu por organização criminosa, tráfico e corrupção

Alessandro Pitombeira Carracena, ligado ao CV, Flávio Bolsonaro e TH Joias, também ligado ao CV (Foto: Reprodução)

O ex-deputado estadual do Rio de Janeiro, Thiego Raimundo Santos, conhecido como TH Joias, tornou-se réu por organização criminosa associada ao Comando Vermelho, tráfico de drogas, corrupção e comércio ilegal de armas.

A decisão aconteceu nesta quinta-feira (10), após o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) receber a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF). O Tribunal também transferiu TH para uma penitenciária federal.

Segundo a denúncia, TH Joias era líder do “braço político” da organização criminosa dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), dando cargos para indicados do CV.

Ele tinha como função manter o CV informado das movimentações das polícias e criar caminhos para que a facção criminosa continuasse vendendo drogas e armas ilegais.

A investigação sobre os crimes de TH Joias acabou escalando e atingindo o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União), aliado de primeira de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro.

Bacellar se tornou réu pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por vazar informações de operações policiais para TH Joias.

Em setembro de 2025, quando TH seria alvo de uma operação, o bolsonarista Bacellar passou informações para que o colega conseguisse esvaziar os imóveis e retirar aparelhos e documentos de seus endereços.

Além de TH Joias, tornaram-se réus: Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio; Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o Dudu; o ex-secretário estadual de Esportes, Alessandro Pitombeira Carracena; e o delegado da Polícia Federal Gustavo Stteel.

A denúncia demonstra que eles participaram de negociações de munições de uso restrito que abasteciam o Comando Vermelho.

Além disso, a organização conseguia importar de forma ilegal bloqueadores de sinal de drones, estratégicos para as facções manterem o controle sobre o território. Esses equipamentos são ilegais para pessoas físicas e empresas.

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