Greve dos bancários arranca nova proposta da Caixa Econômica e categoria convoca assembleia

Bancários iniciaram greve nesta quarta-feira (10). Foto: Divulgação/spbancarios

Pressionada pela categoria, que deflagrou uma greve geral esta semana, a Caixa Econômica Federal apresentou uma nova proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho na quinta-feira (10).

A proposta final da Caixa será avaliada pelos trabalhadores, que vão decidir, ainda nesta sexta-feira (11), a continuidade ou não da paralisação.

De acordo com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, “a versão atual mantém as cláusulas negociadas nas mesas de 2026 e traz mudanças principalmente no Saúde Caixa, além de novos compromissos econômicos e de gestão do plano”. O ponto que trata do plano de saúde foi o que mais pesou na rejeição da categoria e consequente deflagração da greve.

“Entre a proposta rejeitada na última assembleia e a anunciada na manhã do dia 10, a Caixa apresentou alterações porque percebeu a forte insatisfação dos empregados e a força da mobilização da categoria, que teve um momento importante no dia 20 e que agora se expressa também no início de uma forte greve. Isso demonstra que a mobilização e a unidade dos trabalhadores são fundamentais para pressionar por avanços”, destaca a presidenta do Sindicato e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro.

A proposta apresentada pelo banco tem validade até esta sexta-feira. Conforme a direção da instituição bancária, caso ela não seja aceita pela categoria no prazo, a Caixa irá à Justiça contra os funcionários por dissídio coletivo, para acabar com a greve.

Entre os itens da nova proposta estão prêmio de R$ 3.000 por funcionário, pagamento de PLR (Participação nos Lucros e Resultados) no dia 18 e ampliação do teto de custeio do Saúde Caixa de 6,5% para 8%.

Ainda sobre o plano de saúde, principal impasse na negociação, os funcionários pagariam percentual sobre o salário-base que vai de 2,30% até 4,10%, conforme a idade, e valor por dependente de R$ 480 a R$ 660, também conforme a idade.

“A mobilização dos empregados foi fundamental para que a Caixa trouxesse uma nova proposta. A greve continua até a decisão da assembleia. Nossa intenção é sempre resolver a campanha com negociação em busca de conquistas, e não com judicialização”, afirma a dirigente do Sindicato e coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen.

BANCO DO BRASIL

No Banco do Brasil, onde a greve iniciada ontem atinge alguns estados, os funcionários também vão analisar a nova proposta do BB ainda nesta sexta-feira (11).

Segundo a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT), a nova proposta apresentada mantém todas as cláusulas do acordo anterior e prevê avanços como bônus de R$ 3.000 para cerca de 71,5 mil funcionários, adiantamento da contribuição patronal para o plano de associados da Cassi, ampliação de licença-paternidade de 20 para 35 dias e aumento de auxílio para filhos com deficiência.

Ainda segundo a Contraf-CUT, o BB afirmou que considera ter alcançado o limite da proposta e não pretende avançar em novos itens.

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