Era o que André Mendonça estava tentando esconder. Agora o país inteiro já sabe que o candidato do PL a presidente é investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Queriam atingir o governo Lula e saíram completamente desmoralizados
Demorou mas veio à tona o que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), estava escondendo. Flávio amealhou R$ 65 milhões do banqueiro dono do Banco Master para irrigar seu esquema político. Emendas parlamentares também foram usadas para engrossar a bolada e a Polícia Federal já está no encalço de toda a quadrilha.
As mensagens mostram que Eduardo Bolsonaro orientou como devia fazer para ocultar os recursos enviados para os Estados Unidos. O fundo Havengate, que estava inativo há quatro anos, foi acionado para receber o dinheiro transferido ilegalmente pelo banqueiro ladrão. Outra coisa que veio a público é que a produtora do filme laudatório de Bolsonaro, Dark Horse, foi instada a prestar contas do uso do dinheiro, mas o braço americano da produtora vetou dizendo que só obedece à Justiça americana.
O dinheiro foi enviado para um paraíso fiscal e depois acabou chegando aos Estados Unidos. A empresa Entre foi a intermediária que recebeu os recursos pedidos por Flávio a Daniel Vorcaro e os remeteu para fora do país. Neste episódio ficou claro que Flávio teve participação direta com vários contatos com o banqueiro do Master. Esse contatos ocorreram inclusive antes do áudio em que ele aparece pedindo os R$ 134 milhões. Ele havia jurado em várias entrevistas que nunca tinha conversado com Daniel Vorcaro.
O dono da empresa Entre, Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido no mercado financeiro como Mineiro, confessou em acordo de colaboração premiada que comprou malas para carregar dinheiro em espécie para pagar as propinas determinadas pelo dono do Master. Foi esse esquema que foi usado por Flávio para fazer o dinheiro chegar nas mãos de Eduardo Bolsonaro nos EUA. A PF suspeita que parte desse dinheiro foi usado para bancar a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Só de enviar esse dinheiro para fora do país já é um crime gravíssimo cometido pelo candidato fascista. Além do mais, o dinheiro era roubado, afinal, Daniel Vorcaro deu um golpe bilionário contra servidores, aposentados e no banco público de Brasília. No total foram R$ 50 bilhões de rombo. Esse dado mais a presença de emendas acabam de enterrar a mentira de Flávio de que não havia dinheiro público envolvido na transação criminosa com o dono do Master.
Outra mentira também caiu com a quebra dos sigilos que Mendonça guardava a sete chaves. Flávio jurou que a última remessa tinha sido e maio de 2025. Mas o depoimento do “Mineiro” mostrou que a última parcela, de R$ 8,5 milhões, foi enviada para os EUA em setembro de 2025. A Polícia já sabia dessas coisas em maio. Em 5 de julho ela pediu para investigar. Em 22 de julho, Mendonça autorizou, mas escondeu de todo o país que o candidato a presidente do PL está sendo investigado por corrupção.
Também veio à tona que deputado bolsonarista Filipe Barros, intimamente ligado a Flávio e Eduardo, apresentou na Câmara dos Deputados um projeto de lei e emendas com o objetivo de aumentar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) por CPF de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A medida foi apresentada assim que Flávio começou a negociar com o banqueiro os recursos para o suposto financiamento do filme Dark Horse.
O parlamentar também apresentou requerimentos e atuado politicamente para pressionar o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em um período de negociações envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Master.
Agora tudo veio à tona. Flávio se envolveu com o banqueiro ladrão, pegou dinheiro com ele, enviou para os EUA e não prestou contas a ninguém. Não apresentou nenhum contrato nem disse como foi usado esse dinheiro. Uma pessoa com esse envolvimento em atividades criminosas não podia nem estar disputando as eleições. Foi por isso que André Mendonça escondeu tudo e manteve sigilo total sobre os crimes de Flávio. Ele preferiu atacar o filho do presidente Lula e outros integrantes do STF. Agora não há mais como esconder os crimes de Flávio Bolsonaro.










