O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu afastar André Mendonça e assumir a relatoria do caso envolvendo o Banco Master e o ministro Alexandre de Moraes.
Na mesma decisão, Fachin determinou que as investigações sobre o Banco Master e as fraudes no INSS deverão passar por ele. Os ministros esperam que o presidente do Supremo assuma a relatoria desses casos.
O afastamento de André Mendonça do caso envolvendo Moraes foi baseado em regras internas da Corte, que dizem que investigações preliminares de ministros devem ser conduzidas diretamente pelo presidente.
O julgamento do relatório da PF que cita conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Master, vai ocorrer na terça-feira (15).
André Mendonça tem usado os inquéritos sob sua relatoria para interferir nas eleições, buscando favorecer o seu candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O ministro vazou as conversas de Alexandre de Moraes, mas manteve trancadas as informações sobre os R$ 65 milhões que Daniel Vorcaro enviou para o bolso de Flávio Bolsonaro.
Mendonça também determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, mesmo que tenha sido sob a direção de Rodrigues que a PF prendeu Daniel Vorcaro e desmantelou o esquema de roubos no INSS. O afastamento foi impedido pelo ministro Flávio Dino e por Edson Fachin.
Quando recebeu de Fachin a ordem de quebrar o sigilo de todas as investigações, Mendonça continuou tentando proteger Flávio Bolsonaro, e manteve o inquérito em segredo.
O presidente do Supremo ainda ordenou que a Polícia Federal apresente as informações reais sobre o estado e os dados do celular de Daniel Vorcaro, apreendido em 2025.
Isso ocorreu porque o relator André Mendonça se recusou a apresentar as conversas para os demais ministros do STF, alegando supostos motivos técnicos.










