Houve “auxílio de órgão externo, provavelmente órgão estrangeiro, demonstrando clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026”, apontou o ministro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), denunciou que o relatório usado por André Mendonça atendeu a interesses do grupo que tentou dar um golpe no país e teve interferência estrangeira em sua elaboração.
“Houve total quebra da cadeia de custódia, inclusive com relatório não realizado integralmente na Polícia Federal, mas sim com auxílio de órgão externo, provavelmente órgão estrangeiro, demonstrando clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026, ao tentar incriminar o Juiz relator das ações julgadas pela Primeira Turma contra a organização criminosa que tentou dar um Golpe de Estado no Brasil”, escreveu Moraes em ofício enviado a Fachin.
Moraes aponta como evidência das irregularidades na confecção do relatório, o fato deles terem sido abertos e finalizados no mesmo dia, indicando que eles poderiam ter sido preparados externamente e simplesmente “plantados” nos computadores da Polícia Federal.
A denúncia foi apresentada em um ofício de 44 páginas entregue ao presidente da corte, Edson Fachin, na segunda-feira (14). O documento é a sua defesa na sessão de hoje, que vai determinar se ele deve ser investigado por envolvimento no caso Banco Master.
Moraes, que foi alvo de sanções por parte do governo americano, acredita que as ditas forças externas podem ter como objetivo manipular o resultado das eleições em outubro.
O ministro aponta como evidência irregularidades na confecção do relatório, como o fato deles terem sido abertos e finalizados no mesmo dia, indicando que eles poderiam ter sido preparados externamente e simplesmente “plantados” nos computadores da Polícia Federal.










