Mendonça agiu para esconder que Flávio é corrupto e que se enlameou todo com Vorcaro

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). (Foto: Roque de Sá - Agência Senado)

Gilmar Mendes acusou Mendonça de criar um “pixuleco” eleitoral. A máscara começou a cair já no início do julgamento

O ministro Gilmar Mendes foi muito claro ao afirmar que a ação de André Mendonça mantendo sigilos seletivos nos inquéritos que conduzia, teve objetivo eleitoreiro para favorecer o grupo político que tentou um golpe no país. Ele chamou a ação de Mendonça de “pixuleco eleitoral”

Mendonça impediu que viesse a público que Flávio Bolsonaro se afundou em corrupção com o presidente do Banco Master. Passou meses escondendo que a Polícia Federal pediu para investigar crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas por parte do senador.

A sociedade já sabia que Flávio havia pedido R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro e que o banqueiro repassou R$ 65 milhões que foram para no fundo Havengate com sede nos EUA e que era administrado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro. Tudo veio à tona através de um áudio obtido pela PF. Depois, quando se pressionou pela abertura de sigilos, soube-se também que as negociações entre Vorcaro e Flávio já vinham de muito antes.

Logo em seguida da primeira reunião de Flávio com o dono do Master, ainda no começo do ano passado, o deputado Felipe Barros (PL-SP) apresentou um projeto de elevação do limite de garantias do Fundo Garantidor de Credito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Este foi um projeto feito claramente para beneficiar o Banco Master. Ali estava a contrapartida para a transferência milionária feita em seguida pelo banqueiro aos bolsonaros.

A “crise” provocada por André Mendonça no STF teve como objetivo claro tirar o foco das investigações sobre os crimes cometidos de Flávio Bolsonaro. Mendonça acobertou o criminoso e deu ciência de três inquéritos contra o filho do presidente Lula, contra quem não havia nada de concreto. Ele sentou escandalosamente em cima das investigações das negociatas entre Flávio e Vorcaro e abriu fogo contra a figura do presidente Lula.

Além de acobertar os crimes de Flávio, Mendonça atacou juízes da corte, a Polícia Federal e a Procuradoria-geral da República. Ficou provado que ele encomendou relatórios fraudulentos, protegeu seus aliados e atacou Moraes para interferir no processo eleitoral em benefício do único candidato investigado por corrupção, Flávio Bolsonaro.

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