“Trump se nega a aceitar nosso direito de ser um país soberano”, afirma Cuba na ONU

Chanceler Bruno Rodríguez: “Cuba não é uma ameaça para os EUA nem para nenhum país” (ONU)

Delegação da Pérola do Caribe levantou-se e deu as costas ao ditador estadunidense que vociferava asneiras na Assembleia Geral das Nações Unidas, enquanto impõe bloqueio econômico, como “ato de genocídio e punição coletiva” aos cubanos

“O governo dos EUA mostra-se incapaz de aceitar que Cuba é, e tem o direito de ser, um país plenamente independente e soberano”, afirmou o chanceler Bruno Rodríguez, defendendo a reação da delegação da ilha de virar as costas e deixar a sala da Assembleia Geral da ONU, diante das asneiras proferidas pelo ditador Donald Trump, terça-feira (22), em Nova Iorque.

De acordo com o chanceler, “Cuba não é uma ameaça para os EUA nem para nenhum país. O bloqueio econômico, incluindo o cerco energético, esse, sim, ameaça Cuba e as demais nações”. “É um ato de genocídio e punição coletiva. Somos um país de paz e merecemos a paz. Nenhuma das falsidades do presidente dos EUA na ONU e nenhuma calúnia podem nem poderão negar esse fato”, sustetou.

As declarações de Rodríguez ocorreram após Trump chantagear, admitindo que sua administração busca uma “mudança de regime” no país caribenho e que continuará desprezando o direito internacional e ampliando a brutal pressão econômica e institucional como parte deste plano.

“Minha administração também busca uma mudança fundamental na situação de Cuba, onde o regime comunista está sob uma enorme pressão, a maior pressão que já teve. É um Estado absolutamente falido. Está fracassando como nunca antes e cairá”, esbravejou o ditador estadunidense.

“Incapaz de justificar o castigo contra o povo de Cuba e sua guerra econômica genocida, Trump repete na Assembleia Geral que Cuba representa uma ameaça”, condenou o presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez. “A mentira é o recurso daqueles que se recusam a aceitar o direito à autodeterminação do povo cubano. Continuaremos lutando pela paz, defendendo nossa soberania e trabalhando em conjunto para superar a agressão implacável que nos é imposta pelo governo norte-americano”, reiterou.

O presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular e do Conselho de Estado de Cuba, Esteban Lazo Hernández, enfatizou que “diante das falsidades expostas hoje na Assembleia Geral das Nações Unidas pela delegação dos Estados Unidos, ratificamos a mais veemente condenação do nosso povo ao bloqueio imposto pelo governo dos EUA”.

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