Deputados Zeca Dirceu e Lindbergh condenam BC por manter juros nas alturas

Deputados Zeca Dirceu e Lindbergh Farias (Foto: Kayo Magalhães - Câmara dos Deputados)

Copom se baseou em “desculpas esfarrapadas”, diz Zeca Dirceu (PT-PR). “É inadmissível”, afirma Lindbergh Farias (PT-RJ)

Os deputados federais Zeca Dirceu (PT-PR) e Lindbergh Farias (PT-RJ) criticaram a decisão do Banco Central em manter a taxa Selic em 13,75% ao ano.

O deputado Zeca Dirceu denunciou que é “extremamente equivocada” a decisão do Banco Central de manter a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano e que isso resulta no sequestro do dinheiro público pelos bancos.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reuniu na quarta-feira (4) e decidiu manter a taxa Selic em 13,75% ao ano.

Para Zeca Dirceu, o Copom se baseou em “desculpas esfarrapadas” para manter essa “taxa de juros criminosa, uma taxa de juros que se coloca entre as maiores do mundo”.

Nenhuma “das justificativas que são colocadas para essa manutenção da taxa de juros se sustenta. Países dos mais diversos — ricos, pobres e de diferentes regiões do mundo — têm inflação muito maior do que o Brasil e uma taxa de juros bem menor. Países têm déficit muito maior do que o Brasil e têm uma taxa de juros muito menor do que isso”, denunciou o parlamentar.

Além de atrapalhar a economia, impedindo novos investimentos, os juros altos também geram um buraco nas contas do país, que precisa fazer transferências cada vez maiores para os bancos.

“O povo brasileiro precisa saber que grande parte dos impostos que a população paga, que quem produz paga, não vai para a Saúde, não vai para a Educação, não vai para a Previdência Social; está indo para alimentar esse sistema perverso de um país que convive com uma taxa de juros que não é razoável”, criticou.

O deputado avalia que o governo Lula precisa nomear novos diretores para o Banco Central “que se preocupem com a vida das pessoas, com o que está passando com os pequenos, médios e grandes empresários, com os agricultores e a população que está endividada”.

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) considera que o capital financeiro e especulativo do Brasil, concentrado na Faria Lima, está realizando uma chantagem contra o governo federal para impedir o programa de investimentos e desenvolvimento do presidente Lula.

“É inadmissível que, depois da derrota de seu candidato, a Faria Lima passe a torcer contra o Brasil e use os juros como instrumento de pressão sobre o governo eleito”, disse.

Farias considera que “o Copom atendeu à chantagem do mercado e manteve o país preso a juros que encarecem o crédito, impedem investimentos e sufocam a produção. Trabalhadores, empresas e contas públicas pagam a conta enquanto o rentismo segue lucrando”.

“O Banco Central precisa explicar ao país os fundamentos da decisão de interromper o ciclo de cortes e como ela contribui para o desenvolvimento”, completou.

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