Antônio Lage parabenizou Lula por implementar uma política para o setor e defendeu “a agregação de valor ao produto, aos nossos minerais”, na reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos
O prefeito de Itabira (MG), Marco Antônio Lage (PSB), participou da primeira reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos e defendeu a política do presidente Lula para que a mineração seja o primeiro passo para a industrialização e agregação de valor no setor de terras raras e outros.
Marco Antônio Lage é presidente da Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (AMIG Brasil).
Na reunião, realizada na quinta-feira (5), o Conselho aprovou a lista dos minerais considerados estratégicos para o Brasil, isto é, com maior potencial para industrialização e agregação de valor. Os considerados de “prioridade alta” foram: terras raras; grafita; lítio; níquel; cobalto; cobre; manganês; silício; e urânio.
Lage foi um dos convidados para participar da reunião. Ele argumentou que os municípios e a população brasileira podem se beneficiar muito de uma política de industrialização e diversificação da economia.
Para ele, um dos principais problemas na área da mineração é o “entreguismo” dos minerais, ou seja, a vontade de políticos, como os bolsonaristas, de que potências estrangeiras se apropriem das riquezas do Brasil.
“E o segundo conflito é a falta de legado para os territórios. É o que a gente luta muito, a falta de legado, porque as riquezas vão embora e eu sou prefeito de uma cidade de Itabira, que é o berço de mineração no Brasil”.
Ele citou que Itabira já está em alerta para a exaustão da mineração. “A Vale [do Rio Doce] anunciou a exaustão mineral para daqui alguns anos e a cidade vive 90% ainda em função de uma única empresa de um único setor do segmento econômico”.
Com o esgotamento dos minerais, explorados predatoriamente, o município está “fadado ao esvaziamento e ao empobrecimento”, denuncia o prefeito. “Se nada for feito”. “Isso que o senhor [Lula] defende, isso que está aqui hoje colocado nesse Conselho, resolve essas questões, porque é a industrialização dos nossos minerais que vai resolver todos esses conflitos”, frisou.
Por outro lado, o que ele percebeu na reunião do Conselho “é que, pela primeira vez também na história, um presidente da República defende a tese de que os municípios, as comunidades sempre defenderam nessas décadas, que é a agregação de valor ao produto, aos nossos minerais”.
Segundo Marco Antonio Lage, o “novo ciclo de mineração no Brasil” terá como base “a industrialização” dos minerais críticos, das terras raras e dos territórios onde eles são explorados, “para que o Brasil deixe de exportar a matéria bruta e passe a agregar maior valor aos nossos produtos”.
Dessa forma, a exportação vai gerar “mais renda, mais riqueza, mais conhecimento, mais empregos qualificados e garantir um legado, principalmente para os territórios minerados”.
Esse novo modelo deve contar com a participação direta das universidades federais, visando preparar novos especialistas e um corpo técnico robusto no Brasil.
Lage comentou que a cidade de Itabira é profundamente dependente da exploração mineral, mas a Vale já anunciou que, nos próximos anos, a capacidade de mineração será muito menor. “É a industrialização dos nossos minerais que vai resolver todos esses conflitos, porque agrega valor, ele prepara as nossas gerações, os nossos jovens”, disse.










