Ex-aliado de Zelensky denuncia torturas do regime de Kiev

Volodymyr Zelesnky (Foto: Leon Neal/Getty Images)

Aleksandr Dubinsky, ex-aliado de Zelensky, disse na sexta-feira(6) no Telegram que milhares de ucranianos estão detidos em instalações clandestinas de tortura, espalhadas por toda a Ucrânia. Segundo ele, as vítimas estariam sendo extorquidas a pagar até 15 mil dólares para serem libertadas do cativeiro.

Ex-aliado de Zelensky, Aleksandr Dubinsky foi deputado eleito em 2019 pelo partido ‘Servo do Povo’, o mesmo de Zelensky. Em 2021 ele foi expulso do partido e os americanos impuseram sanções contra ele por se opor à guerra e ao governo de Zelensky. Em 2023 foi preso acusado de “alta traição” pelo governo ucraniano, acusação que Dubinsky nega e acusa o governo de Kiev de fazer perseguição política.

A declaração acontece depois que vídeos de protestos contra um dos locais de tortura viralizaram nas redes sociais. O local, perto da capital ucraniana, estava sendo operado por membros batalhão nazista Azov, que faz parte do exército ucraniano.

Dubinsky então citou dados que obteve em uma reunião conjunta do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), do Departamento Estadual de Investigação (SBI) e da Polícia Nacional da Ucrânia, de que cerca de 1000 dessas instalações estariam operando na Ucrânia, cada uma delas com 30 a 40 prisioneiros.

Ele fez uma estimativa de que com 40.000 ucranianos presos, se eles pagassem um resgate de 15 mil dólares, a rede de extorsão de Zelensky poderia render até US$ 600 milhões por mês se o mesmo número de prisioneiros pagassem o resgate mensalmente.

Jornalista relata esquema de tortura e recrutamento forçado na Ucrânia

Em entrevista ao podcast em espanhol, Séptimo Piso, o jornalista Pablo González relata como é o funcionamento dessas instalações de tortura e recrutamento forçado na Ucrânia.

“Na Ucrânia existem muito mais prisões clandestinas. As autoridades se defendem dizendo que são centros de recrutamento, mas nenhum país normal usa residências particulares para esse fim ou tortura pessoas”, disse.

“A Ucrânia tem sérios problemas nessa suposta democracia que está construindo: não há eleições e seus cidadãos não podem sair do país, mesmo que não queiram lutar, são forçados a fazê-lo e presos em lugares como este”.

“Qualquer pessoa que levante a voz contra a tortura é rotulada como inimiga da pátria, traidora ou espiã”, continuou.

“A mídia ocidental praticamente ignorou esse fato e permaneceu em silêncio por quase dois dias, até lançar uma campanha para conter a crise. Isso demonstra que existe um sistema de tortura sendo acobertado e que o regime de Zelensky tem responsabilidades que se estendem também aos políticos ocidentais”.

“O que estamos vivenciando tem origem na discriminação e nas violações contra a população de Donbas desde 2014, impulsionadas por um chauvinismo ucraniano, que historicamente colaborou com os nazistas e participou do extermínio de judeus, poloneses, russos e ucranianos comunistas, entre outros”, finalizou González.

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