Campanha de Lula denunciou uso de imagens antigas e fora de contexto para associar manifestação pró-Lula a drogas, vandalismo e terrorismo; representação pede remoção dos vídeos e aplicação de multas
O ministro Marco Aurélio Belizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que Flávio Bolsonaro (PL) apague vídeo com farsa sobre a manifestação de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Avenida Paulista no domingo (11).
Conteúdo publicado pelo candidato do PL usa imagens que não foram feitas no ato para sugerir uso de drogas pelos manifestantes.
O ministro apontou “grave manipulação” no vídeo e determinou que seja retirado do ar.
“Essa forma de apresentação falsa e manipulada dos fatos, mesclando acontecimentos reais e situações que de fato não ocorreram é extremamente deletéria e pode caracterizar, como no caso dos autos, grave manipulação por descontextualização”, diz Belizze em sua decisão.
O ministro deu 24 horas para que Flávio e o senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC), além de Pablo Marçal e do deputado federal eleito Rony Gabriel (Podemos-RS), apagarem as publicações nas quais usaram imagens da jovem. Também determina que a Meta tire do ar publicação similar feita pelo perfil Sociedade em Fatos, além de identificar o responsável pela página.
O ministro acatou ação da campanha de Lula contra a manipulação.
CAMPANHA DE LULA
A campanha de Lula (PT) acionou, nesta segunda-feira (12), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra Flávio Bolsonaro (PL) e aliados pela divulgação de vídeos que, segundo a representação, manipulam imagens para atacar a manifestação em apoio à reeleição do presidente, realizada no domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo.
Além do senador, foram citados o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o Partido Liberal, o influenciador Pablo Marçal, o vereador Lucas Pavanato (PL-SP) e Rony Gabriel (Podemos-RS).
A campanha acusou os envolvidos de associar os participantes do ato, de forma generalizada, ao consumo de drogas, à depredação do patrimônio público e ao terrorismo.
IMAGEM DO CHILE COMO SE FOSSE DE SÃO PAULO
Um dos principais alvos da ação é um vídeo que mostra jovem aparentemente consumindo substância semelhante à cocaína. A gravação foi divulgada como se retratasse participante da manifestação na Paulista, mas já circulava na internet antes do evento e havia sido publicada em referência a protesto no Chile.
O conteúdo foi compartilhado por Flávio e por aliados, entre eles Nikolas Ferreira e Pablo Marçal. Segundo a campanha de Lula, a utilização de imagens alheias ao ato cria associação falsa e tenta desqualificar coletivamente os manifestantes.











