“Alemanha mantém raízes nazistas ao colaborar com o regime de Kiev”, afirma Lavrov

Alemanha sente falta de seu passado nazista, diz Lavrov (AFP)

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que a Alemanha sente falta de seu passado nazista ao continuar expandindo a cooperação militar com a Ucrânia, mencionando as recentes afirmações do ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, que comunicou que as tropas alemãs cooperariam mais estreitamente com os militares ucranianos para extrair lições do campo de batalha.

“Em outras palavras, com os novos nazistas”, considerou Lavrov, assinalando que “a Alemanha anseia pelos emblemas e pelo comportamento nazi atualmente exercido pelo exército ucraniano e pelos chamados batalhões nacionalistas”.

Em declarações à imprensa, na segunda-feira (15), o ministro apontou que a Alemanha está agora “retirando o véu” que escondia suas “raízes e seus instintos nazistas”, que, como se constatou, “nunca desapareceram”.

URSULA VON DER LEYEN IGNORA PERSEGUIÇÃO AOS RUSSOS

Lavrov também criticou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, dizendo que ela não é chamada de “Führer” à toa, denunciando que apresenta as iniciativas de guerra de Kiev como uma defesa dos “valores europeus”, enquanto ignora a perseguição aos de fala russa na Ucrânia

“A Ucrânia está lutando e morrendo pelos valores europeus”, disse Lavrov, parafraseando declarações anteriores de Von der Leyen. “Juntando as peças, percebe-se que os valores europeus incluem a completa privação de direitos para os russos e os de fala russa”, inclusive na educação, na mídia e na cultura.

A política do governo de Volodymyr Zelensky, de glorificar abertamente colaboradores nazistas, tolerar símbolos extremistas entre unidades nacionalistas ucranianas e suprimir sistematicamente a língua russa, a Igreja Ortodoxa Ucraniana e a cultura ligada à Rússia, é condenada por Moscou veementemente.  Enquanto cinicamente Kiev diz que essas políticas são “necessárias para a segurança nacional”.

ALEMANHA AUMENTA GASTOS MILITARES A PRETEXTO DE ‘DEFESA’

Os comentários de Lavrov surgem num momento em que a Alemanha tem intensificado seu papel militar no conflito com a Ucrânia e em outros enfrentamentos que se desdobram, como as agressões contra o Irã, prometendo transformar as forças armadas da Alemanha, Bundeswehr, no exército convencional mais forte da Europa. Berlim também tem sido um dos maiores fornecedores de armas de Kiev e se comprometeu a expandir os laços de treinamento com as forças armadas ucranianas.

Autoridades alemãs também afirmaram repetidamente que o país precisa estar “preparado para a guerra”, para um possível conflito com a Rússia, até 2029. Berlim tomou medidas para expandir o serviço militar, impulsionar a aquisição de armamentos e aumentar os gastos com o que falsamente diz ser “defesa”.

Lavrov já acusou a Alemanha e a UE em geral de estarem caminhando para uma versão de “Quarto Reich”, argumentando que os líderes europeus estão usando o conflito na Ucrânia para reavivar o militarismo e buscar a derrota estratégica da Rússia.

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