Após o encontro com o presidente Xi Jinping, que disse a Trump que a “questão de Taiwan é a mais importante nas relações China-EUA”, o presidente norte-americano alertou o governo da ilha sobre eventual declaração de separação.
“Não quero que alguém declare independência e, sabe, depois tenhamos que viajar 15 mil quilômetros para ir à guerra”, disse Trump, segundo um trecho divulgado de uma entrevista à Fox News.
A independência e a paz de Taiwan no Estreito de Taiwan são tão “irreconciliáveis quanto fogo e água”, já tinha ressaltado Xi em conversa com o visitante.
Durante toda a sua visita a Pequim, entre os dias 13 e 15 últimos, Donald Trump evitou mencionar Taiwan publicamente. Mas, no voo de regresso, o seu tom mudou: “Vou dizer uma coisa a vocês. Não quero que ninguém se separe. Quero que se acalmem. Quero que a China se acalme. Não estamos a procurar uma guerra, e se deixarem as coisas como estão, acho que a China aceitará isso. Mas não queremos que ninguém diga: ‘Vamos declarar a nossa independência porque os Estados Unidos nos apoiam’”.
“A independência de Taipé não deve ser apoiada nem endossada, por ser incompatível com a paz no Estreito de Taiwan”, insistiu o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, no final da visita do presidente norte-americano a Pequim.
“Manter a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan é o ponto em comum mais importante para ambos os lados. O pré-requisito para conseguir isso é a inadmissibilidade de apoiar ou tolerar a independência da ilha, uma vez que a independência e a paz no estreito são incompatíveis”, reforçou o chanceler Wang.
A questão que a China agora coloca é se Donald Trump travará, ou mesmo bloqueará, as significativas vendas de armas prometidas a Taiwan. Pequim está claramente trabalhando nesse sentido. E os próximos meses revelarão até onde Washington está disposto a chegar para preservar a estabilidade com a China.











