O assessor de comunicação do governo de Donald Trump, Jason Miller, viabilizou o jato particular para Flávio Bolsonaro fugir do Brasil para os Estados Unidos, informou o The New York Times.
O jornal norte-americano também afirmou que a entrada de Flávio nos EUA passou diretamente por Donald Trump, que deu autorização.
Flávio Bolsonaro é investigado em dois casos, um deles é o escândalo do Banco Master. Ele fugiu do Brasil três dias depois de perder a eleição presidencial e de ser confirmado que ficaria sem foro privilegiado.
Ele está na Flórida e teve sua permanência nos EUA liberada por um mecanismo chamado “parole”. Esse mecanismo normalmente é utilizado por razões humanitárias.
Segundo o The New York Times, a viagem de Flávio Bolsonaro sucedeu a “um esforço extraordinário de um pequeno grupo de aliados influentes de Trump, autoridades norte-americanas de alto escalão e o presidente argentino, Javier Milei”.
O grupo precisou de um esquema secreto para tirar Flávio do Brasil porque sua fuga já tinha sido proibida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Em sua carta golpista, Flávio agradeceu diretamente a Javier Milei “pela coragem, senso de justiça e legalidade” e a Donald Trump por o acolher.
Flávio saiu do Brasil pela fronteira com a Argentina, onde embarcou em um jato privado, arranjado por Jason Miller. O avião fez escala no Equador para reabastecimento.
O mesmo funcionário de Trump já esteve no Brasil em 2021 para conversar com a família Bolsonaro. Na ocasião, ele prestou depoimento à Polícia Federal no âmbito do inquérito das fake news.
Flávio Bolsonaro pediu a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, R$ 134 milhões para a produção de “Dark Horse” nos Estados Unidos.
A Polícia Federal suspeita que esse dinheiro tenha sido utilizado, na verdade, para bancar o irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, em sua vida de luxo no país de Trump. O crime, agora, pode beneficiar o próprio Flávio Bolsonaro.










