Plano é desvincular salário mínimo e cortar despesas obrigatórias
A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, vai “cortar na carne”, num eventual governo do candidato à Presidência.
“Você não tem moral como governo para debater ajuste de previdência, de salário mínimo e tal, se você não for cortar na carne”, declarou em entrevista no podcast Market Makers ao lado de Flávio Bolsonaro.
Daniela Marques já havia anunciado que o plano é cortar R$ 250 bilhões do Orçameto.
O “ajuste”, segundo a discípula de Paulo Guedes, atingiriam a Previdência Social, o reajuste real do salário mínimo, BPC, Bolsa Família e as despesas obrigatórias com a saúde e educação, entre muitos outros, com vem denunciando o presidente Lula, candidato à reeleição.
A equipe econômica avalia promover um desmonte do Estado com um conjunto de 300 alternativas de cortes de despesas e pretende apresentar as medidas ainda durante a fase de transição e no início do governo.
A Constituição Federal garante que aposentadorias e outros benefícios previdenciários não sejam inferiores ao salário mínimo. Além disso, a valorização do piso nacional – extinta durante o governo Bolsonaro – foi restabelecida com a volta de Lula ao Palácio do Planalto, em 2023. Com isso, o salário mínimo voltou a ser reajustado com ganho real, superando os índices de inflação.
Daniella citou o nome de Paulo Guedes, ex-ministro da Economia de Jair Bolsonaro, entre os 30 economistas que debatem alternativas para cortar os investimentos e direitos sociais. Guedes e sua equipe tentaram emplacar um plano para desvincular os reajustes do salário mínimo e das aposentadorias da inflação do ano anterior.
Apresentada na campanha de reeleição de Jair Bolsonaro, a proposta previa substituir a correção baseada no índice de preços já registrado por um cálculo atrelado à inflação projetada, utilizando a meta inflacionária como piso. Na prática, a medida poderia resultar em reajustes inferiores ao aumento efetivo do custo de vida, corroendo o poder de compra de trabalhadores e aposentados.
Com informações do ICL Notícias.










