Os trabalhadores de bancos privados de todo o país aprovaram, em assembleias realizadas entre a quinta e sexta-feira (4), a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (ACT).
A proposta, apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e negociada na mesa única pelo comando Nacional dos Bancários, só foi rejeitada pelos funcionários da Caixa, que decidiram pela greve a partir do dia 10, com 90% dos votos.
Um dos principais entraves para a aceitação da proposta pelos bancários da Caixa foi em relação ao Saúde Caixa que, segundo a categoria, além de não resolver o grave problema do déficit, ainda rompeu com princípios históricos do plano, como a solidariedade e o pacto intergeracional, ao prever reajustes que aumentam conforme a idade.
No Banco do Brasil, a maioria das assembleias (60 sindicatos regionais) também rejeitou a proposta e pede a reabertura das negociações.
As propostas aprovadas pelos funcionários dos bancos privados incluem aumento real (INPC +0,6) nos salários e em todas as remunerações, como PLR, vales alimentação e refeição, pisos e auxílios. Entre as cláusulas sociais, foram aprovadas a participação dos sindicatos no Programa de Gerenciamento de Riscos Psicossociais com objetivo de reduzir o adoecimento mental na categoria.
Em relação ao monitoramento digital constam limites à vigilância a partir de ferramentas de monitoramento digital no trabalho, além de direito à desconexão, para garantir aos bancários que seu tempo fora da jornada seja respeitado, por exemplo, não sendo obrigado a atender ou responder mensagens fora do seu horário de trabalho, seja para clientes, seja para gestores, entre outras cláusulas.
A assinatura da renovação da CCT 2026/2028 está marcada para a próxima quarta-feira (9).











