Eduardo Bolsonaro afirma que “corrupção e as orgias do Vorcaro” são “o de menos”

Eduardo Bolsonaro está escondido nos EUA (Foto: Reprodução - Redes sociais)

Disse ainda o irmão de Flávio Bolsonaro que “R$ 200 milhões é o de menos”, sem esclarecer de que montante ele fala

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio Bolsonaro, disse que a corrupção de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, “é o de menos” e defendeu os criminosos que tentaram dar um golpe no dia 8 de janeiro de 2023.

A tentativa de minimizar o escândalo do Banco Master é muito conveniente para Eduardo Bolsonaro, uma vez que seu irmão, Flávio Bolsonaro, está diretamente envolvido no caso.

A Polícia Federal suspeita que a vida de luxo de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos é bancada pelo Banco Master. Flávio Bolsonaro negociou com Vorcaro o envio de R$ 134 milhões para um fundo nos EUA gerido pelo advogado de Eduardo. Com quase R$ 70 milhões efetivamente pagos. O resto só não foi liberado porque Daniel Vorcaro foi preso.

Em seu canal no YouTube, Eduardo comentou sobre um vídeo de uma “senhorinha” que deixava a prisão depois de três anos.

“Eu acho que, comparado a isso, até a corrupção ou as orgias do Vorcaro, isso é o de menos, gente, R$ 200 milhões é o de menos”, disse Eduardo.

“Eu estou falando de criança que cresceu sem ver o pai, os caras estão lá há mais de três anos, presos por nada, absolutamente nada, pela lei brasileira nem deveriam ter ido para a delegacia”, continuou o golpista.

Daniel Vorcaro enviou pelo quase R$ 70 milhões para a família Bolsonaro a pretexto de produzir “Dark Horse”. Com esse dinheiro, o filme seria mais caro do que muitos vencedores do Oscar.

Vorcaro utilizou outra empresa de seu esquema de fraudes financeiras, a Entre Investimentos, cujo dono, o doleiro Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como “Mineiro”, já admitiu sua participação no crime.

“Mineiro” fechou um acordo de delação e contou aos investigadores que fez a transferência a mando de Vorcaro. A Entre Investimentos também utilizava dinheiro vivo para pagamento de propinas e fazia negócios com o crime organizado, fato comprovado pelas investigações.

Já a produtora do filme, uma empresa chamada Go Up Entertainment, tem como dona Karina Gama. Ela tem empresas de diversos setores e nunca tinha produzido um filme. Karina recebeu dinheiro público por meio de emendas parlamentares enviadas por bolsonaristas e, como mostra a investigação, desviou os recursos.

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