CNI afirma que há “excesso de prudência” e defende a continuidade na redução dos juros
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Ceetral decidiu, em reunião desta quarta-feira (16), reduzir a taxa básica de juros (Selic) de 14% para 13,75% a.a., mantendo os juros reais os maiores do mundo, próximo de 9%, conforme a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O BC alega que o “ambiente externo permanece incerto” e diz que o cenário “exige cautela”.
“Redução de juros é tímida e não alivia situação financeira das empresas e famílias”, avalia a CNI, ao afirmar que há “excesso de prudência”. “É essencial que o Banco Central dê continuidade ao ciclo de redução da Selic”, defende o presidente da entidade, Ricardo Alban.
O Copom, em nota, reconhece os efeitos que o arrocho monetário vem causando com a desaceleração na atividade econômica, mas não cita os prejuízos que vem causando ao setor produtivo e às famílias brasileiras, com os juros estratosféricos prejudicando a produção industrial, as vendas e o consumo das famílias, e reclama que o mercado de trabalho segue “aquecido”.
Ainda que a inflação esteja sob controle, faz coro com o cartel dos bancos sobre “riscos para a inflação”, citando choques de oferta, relacionados ao petróleo e derivados, efeitos climáticos, etc, etc, nada que os juros altos vão resolver, ao contrário, só causam mais sofrimento ao povo brasileiro.
O que confirma a afirmação do economista Michael Hudson de que o objetivo dos bancos ao defender a elevação dos juros é provocar desemprego para obter reduções salariais e aumento de seus lucros. Além de propiciar alta rentabilidade aos possuidorees de títulos públicos. Como bem disse, o presidente Lula, ao denunciar o gasto de mais de R$ 1,3 trilhão ao ano com pagamento de juros.
Para a CNI, o patamar elevado da Selic “continua se transmitindo para o custo do crédito. Em julho de 2026, a taxa média das operações com recursos livres chegou a 47,7% ao ano, alta de 1,8 ponto percentual em 12 meses. O avanço foi mais intenso entre pessoas físicas, cujas taxas alcançaram 60% ao ano, mas também afetou empresas, com juros médios de 25,4% ao ano”.











